<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener("load", function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=5778214285288900692&amp;blogName=Prepara%C3%A7%C3%A3o+para+o+Parto+-+Parentalidade&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=SILVER&amp;layoutType=CLASSIC&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fcsfeira.blogspot.com%2Fsearch&amp;blogLocale=pt_PT&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fcsfeira.blogspot.com%2F" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" allowtransparency="true" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div></div>

Preparação para o Parto - Parentalidade

Projecto no âmbito da Saúde Materna do Centro de Saúde de Sta Maria da Feira-Tel.912765719-csfeira@gmail.com

casais

Estou grávida… Como posso beneficiar do cheque-dentista?

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009





Ao longo de toda a vida, deve dar-se especial atenção à saúde oral, realizando os tratamentos recomendados o mais cedo possível.

Quando engravida, são grandes as alterações hormonais que ocorrem no organismo e que podem levar ao aparecimento de problemas orais, como é o caso das inflamações das gengivas. Por isso, a cavidade oral necessita de cuidados reforçados.

Deste modo, a Direcção-Geral da Saúde colocou à sua disposição o acesso a consultas de medicina dentária.

Portanto, se está grávida e está a ser acompanhada no Centro de Saúde beneficia deste apoio. Para isso, deve dirigir-se ao Centro de Saúde e falar com o seu médico/enfermeiro. Se o médico decidir encaminhá-la para as consultas vai dar-lhe o primeiro cheque-dentista, ou ser-lhe-á enviado para a sua morada pelo correio, ou ainda pode levantá-lo no balcão do Centro de Saúde, consoante o que ficar combinado.

Pode escolher o médico dentista, desde que conste na lista de aderentes. Pode consultar esta lista no Centro de Saúde ou através do site da Direcção-Geral da Saúde (www.dgs.pt). Depois de escolhido um médico dentista, não poderá mudar.





Tem ao seu dispor um máximo de três cheques-dentista por cada gravidez, que pode utilizar até 60 dias após o parto. Deve assinar os cheques, para confirmar a realização dos tratamentos.


Os tratamentos previstos com estes cheques são: restaurações, desvitalizações, extracções, destartarizações e alisamentos radiculares.

No entanto, os cheques-dentista podem ser cancelados ou por vontade própria, por ter sido ultrapassada a data de validade, ou por faltar a duas consultas sem justifcar!

Cuide de si! Cuide da sua saúde oral! A higiene da boca é a melhor forma de evitar e prevenir as doenças orais!


____________________Sónia Soares________________________

Bibliografia
Direcção-Geral da Saúde. Programa Nacional da Saúde Reprodutiva. Saúde Oral na mulher grávida. Disponível em: http://www.saudereprodutiva.dgs.pt/upload/ficheiros/i009781.pdf

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Sexta-feira, Novembro 20, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 0 |

O que levar para a maternidade

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

Com o avançar da viagem maravilhosa que é a gravidez, os casais dão por si a pensar o que comprar para o enxoval do bebé, quando preparar a mala para levar para a maternidade, o que levar … São muitas as duvidas que subsistem...
...
A ida para a maternidade é algo que deve ser preparado com alguma antecedência… A partir das 32 semanas de gestação, é importante que a mala do bebé e da mamã estejam praticamente prontas para seguir para a maternidade.
As malas podem ficar abertas, para colocar as últimas coisas e num lugar de fácil acesso para a futura mamã, uma vez que o parto pode antecipar-se e apanhá-la de surpresa, num momento em que se encontre sozinha.

Há mamãs que optam por levar duas malas, uma com as coisinhas do bebé e outra para si. Outras, porém, preferem englobar tudo numa só, isso fica ao critério de cada pessoa. O mais importante é não esquecer de levar nada!

Para o recém-nascido
Na sala de partos:

- Um conjunto de roupa interior;
- Um conjunto de roupa exterior;
- Uma fralda descartável;
- Uma manta ou xaile
- Um casaco e um gorro (os recém-nascidos perdem bastante calor pela cabeça, daí que seja fundamental levar o gorro para prevenir o choque térmico);
- Uma fralda de pano.

Nota: A primeira roupa do bebé deverá ser envolvida na manta ou na fralda e ficar na parte de cima da mala para facilitar o acesso.

Para os dias seguintes:
- Quatro conjuntos exteriores;
- Quatro conjuntos interiores;

- Quatro fraldas de pano;
- Duas toalhas de banho.
- Fraldas descartáveis;
- Toalhetes;
- Um muda-fraldas;
- Creme hidratante.

Para a mãe:
- Quatro camisas de dormir ou pijamas (com botões à frente para facilitar o vestir e a amamentação);
- Dois soutiens de amamentação;
- Oito cuecas (pode optar pelas cuecas descartáveis para os primeiros dias pós-parto);
- Uma cinta
pós-parto;
- 1 robe;
- 1 par de chinelos de quarto e 1 par de chinelos para o banho;
- 2 toalhas;
- Artigos de higiene (champô, pasta e escova de dentes, sabão rosa, pente, hidratante, entre outros);
- Pensos higiénicos (O Centro Hospitalar entre o Douro e Vouga disponibiliza Pensos Higiénicos absorventes grandes)


Nota: Não se esqueça de levar cartão de beneficiário, o boletim de saúde da grávida e todos os exames realizados no decurso da gravidez.
Conselhos:

- As roupas do bebé devem ser todas de fibras naturais (algodão, linho ou lã macia). Retire as etiquetas da roupa interior que fica em contacto com o corpo; lave as roupas previamente com sabão neutro e enxagúe-as em água corrente antes de secar. De seguida passe-as a ferro. Estes cuidados são importantes para prevenir alergias.

- Para ser mais fácil prepare os conjuntos para o seu bebé vestir em sacos separados para o 1º, 2º e 3º dia. No entanto poderá ter ainda alguma roupa à parte (body, calças interiores, meias) para o caso de ser necessário;

- Leve um saco para colocar a roupa suja;

- Peça ao seu companheiro, pais ou sogros para irem levando aos poucos a roupa suja, as prendas ou flores que eventualmente receber para não deixar tudo para o último dia;

- Adquira antes do nascimento um porta-bebés (cadeira estilo “ovo”) para transportar o bebé da maternidade para casa em segurança;

- Leve também uma máquina fotográfica para mais tarde recordar os primeiros dias de vida do seu bebé;

- Não leve para a maternidade objectos de valor;
- Se quiser amamentar o seu bebé não use chupetas até a amamentação estar bem estabelecida.


Lembre-se que apesar de ser um momento feliz, o período pós parto é muito desgastante e provavelmente vai sentir-se muito cansada. Por isso evite ter o quarto cheio de visitas, principalmente durante a amamentação, de modo a usufruir com maior intensidade deste momento especial.
...
..
_____________________________ Vânia Coimbra
posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Outubro 26, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 6 |

COMO PODE TER UM PAPEL ACTIVO DURANTE O TRABALHO DE PARTO?

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

O momento do trabalho de parto constitui uma fase de excitação e ansiedade para si e para a família mais próxima. Deste modo, e para diminuir estes sentimentos, é importante que você e o seu companheiro / acompanhante saibam como podem colaborar activamente durante o trabalho de parto, de acordo com o período em que se encontre.

Assim, à medida que a dilatação do colo do útero ocorre, é comum experimentar diferentes sensações:


1. Quando a dilatação do colo uterino se encontra entre 0 a 3 cm; as contracções com 10 a 30 segundos de duração, 5 a 30 minutos de espaçamento, de ligeiras a moderadas:


 Como se sente nesta fase?
Nesta fase do trabalho de parto vai sentir-se feliz, excitada, com pouca ansiedade, geralmente é capaz de dormir ou descansar. Deve utilizar as técnicas de respiração, concentração e relaxamento.

 Como é que o seu companheiro/acompanhante a pode ajudar?
Deve encorajá-la, ajudá-la a relaxar e fazer companhia. Ajudar no momento das contracções, incentivando as técnicas de respiração e de concentração. Elogie-a e ajude-a a encontrar a posição mais confortável.


2. Quando a dilatação do colo uterino se encontra entre 4 a 7 cm; contracções com 30 a 40 segundos de duração, 3 a 5 minutos de espaçamento, de moderadas a fortes:

 Como se sente nesta fase?
Vai concentrar-se muito no trabalho de parto, tendo necessidade de conservar as energias para as contracções. Faz mais questões e mantém as técnicas de respiração e de relaxamento.

 Como é que o seu companheiro/acompanhante a pode ajudar?
Ajude-a no momento das contracções, encorajando-a a manter as técnicas de concentração, relaxamento e respiração. Ajude-a a mudar de posição e pode fazer-lhe uma massagem no fundo das costas. Dê-lhe compressas humedecidas em água para passar na boca.


3. Quando a dilatação do colo uterino se encontra entre 8 e 10 cm; contracções com 45 a 90 segundos de duração, 2 a 3 minutos de espaçamento, fortes:

 Como se sente nesta fase?
Nesta fase encontra-se mais inquieta e irritada. Deve canalizar toda a energia para as técnicas de respiração. Devido à força das contracções pode ficar nauseada e mesmo vomitar.

 Como é que o seu companheiro/acompanhante a pode ajudar?
Deve permanecer com ela e dar-lhe apoio de forma contínua. Ajude nas contracções. Terá que lhe lembrar e encorajar a respiração e concentração, não a deixando desistir. Quando a dilatação estiver completa, incentive-a a puxar dando-lhe confiança e elogiando-a.



A orientação, ajuda e conforto ajudam-na a utilizar a energia de forma construtiva, relaxando e colaborando com as contracções. O companheiro / acompanhante tem um papel fundamental nesta orientação e ajuda.


______________Sónia Soares, Enfermeira do CSSMF______________
BIBLIOGRAFIA
LOWDERMILK, D. L. (1999). Cuidados de enfermagem durante o parto. In Boback, I. M., Lowdermilk, D. L., Jensen, M. D., Perry, S. E. Enfermagem na Maternidade. 4ª edição. Loures: Lusociência, 1999. p. 277-331.

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Quinta-feira, Outubro 08, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 5 |

O PAPEL DO PAI NA AMAMENTAÇÃO

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

A alimentação bem-sucedida do seu bebé requer a sua cooperação com a sua companheira e o seu filho no momento único de amamentar, no qual, enquanto Pai é importante que participe.



O aleitamento materno continua a ter vantagens práticas e psicológicas que devem ser consideradas quando vocês pais escolhem o método de alimentação. O leite materno é o mais apropriado de todos os leites disponíveis para o lactente humano, pois está adaptado às suas necessidades. Assim, este proporciona importantes vantagens tanto para o seu bebé como para a mãe. O bebé aproveita melhor os seus nutrientes do que os do leite artificial; proporciona-lhe mais defesas frente às infecções e contribui ainda, para prevenir alergias e evita as diarreias graves.



Enquanto Pai, o nascimento de um filho envolve um conjunto de mudanças, obrigações e cuidados acrescidos que podem aumentar a tensão no seu dia-a-dia enquanto casal e na sua vida em família. É perante a alteração de alguns dos seus hábitos de vida, que se torna muito importante que aceite a ajuda de todos os membros da família.
A decisão de amamentar dever ser tida em conjunto, é importante que você como Pai incentive e encoraje a sua mulher a amamentar, pois esta poderá estar insegura em relação à sua capacidade para o aleitamento materno e você terá um papel fundamental para que esta se sinta mais confiante e segura.


É extremamente importante que compreenda os benefícios da amamentação para assim, poder apoiar a mulher que está a amamentar, se essa for a vossa escolha.



Como sabe, os sentimentos maternos transmitem-se para o bebé, mesmo aquando da amamentação, por isso, é essencial que esteja presente quando o seu filho é alimentado, para que caso sinta a sua companheira tensa, ansiosa, irritável e triste, esteja ao seu lado para a confortar, incentivar e transmitir carinho, pois os seus gestos positivos vão fortalecer os vossos laços afectivos enquanto casal e com o vosso filho.

Pode contribuir em muito no processo de amamentação, através do apoio que pode proporcionar à sua companheira, tanto afectivamente quanto nos cuidados com o bebé. Verá que o seu apoio frequente, fará a diferença entre o sucesso da amamentação ou o seu fracasso, como o abandono precoce, por isso, deve encorajar e ajudar a sua companheira no que for preciso.

Também pode e deve ajudar a mãe do seu filho, na prestação de cuidados ao bebé, como na troca da fralda, no banho, entre outros, momentos que vão favorecer o vinculo entre os dois e permitem a divisão da prestação de cuidados.

Outro aspecto que se revela fundamental, poderá ser a sua participação nas actividades domésticas, o que vai diminuir a tensão e responsabilidade da sua companheira, deixando-a mais tranquila, o que vai permitir que nos momentos em que amamenta se sinta apoiada e transmita esse sentimento para o bebé.

Acredite, enquanto Pai tem um papel muito importante no aleitamento materno, pelo que, a sua participação neste momento, permite que a sua mulher se sinta mais motivada, apoiada e amada, conseguindo desta forma amamentar tranquilamente.



Pai, não se esqueça:
- Encoraje e incentive a sua mulher a amamentar. As hormonas da mãe são influenciadas por si.
- Sempre que possível, participe na amamentação. O Pai dedicado e carinhoso, estimula a mãe e o leite tem mais facilidade em sair.
- Sinta-se útil durante a amamentação. Para amamentar a mãe precisa de se sentir protegida.
- Seja paciente e compreensivo.
- Mantenha-se calmo e sereno. O Pai tranquilo deixa a mãe segura (o medo bloqueia a saída do leite).
- Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem). A atenção do Pai irá tranquilizá-los e garantir-lhes que tudo está bem.

Quando os Pais são favoráveis à Amamentação as mulheres amamentam melhor e durante mais tempo!!!

______________________________________________
Enfermeira Filipa Cruz, a realizar estágio curricular no CPP no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Quarta-feira, Setembro 23, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 4 |

O PARTO

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Como é que sei que estou a entrar em trabalho de parto?
O parto é o momento mais esperado durante toda a gravidez. Nas últimas semanas poderá começar a sentir a “descida” da barriga.



Os primeiros sinais de início de trabalho de parto são:
Expulsão do Rolhão Mucoso
, que consiste na eliminação, pela vagina, de muco gelatinoso, rosado ou acastanhado. A sua expulsão pode ocorrer dias ou horas antes do parto e significa que o nascimento estará para breve.
Rotura da Bolsa de Águas, que é a saída de líquido amniótico pela vagina, devido à rotura das membranas que envolvem o bebé. Pode sair lentamente ou de repente, em grande quantidade. Normalmente, é claro e transparente. Nesta situação deve dirigir-se ao hospital da sua área de residência o mais rapidamente possível.
Contracções Uterinas Regulares - No início do trabalho de parto, as contracções são irregulares (isto é, os intervalos não são certos) e são pouco frequentes. Começa por sentir que a barriga fica rija, podendo não haver dor. Progressivamente, vão-se tornando mais regulares, mais intensas e mais próximas. Quando as contracções forem regulares, com intervalos de dez minutos, deve dirigir-se à maternidade.
Atenção! Nas últimas semanas de gravidez é comum ocorrerem contracções irregulares e indolores, sem que isto signifique o início do trabalho de parto.

O que é que acontece no parto?
O parto é constituído por três etapas: dilatação, expulsão e dequitadura.

Dilatação:
O colo do útero, por onde o bebé passa para sair, começa a encurtar e a dilatar até cerca de dez centímetros. As contracções tornam-se cada vez mais regulares e próximas. É o período mais demorado do trabalho de parto, podendo demorar de 12 a 16 horas, por vezes mais, num primeiro filho.
Se lhe apetecer levantar e andar, pergunte à enfermeira se o pode fazer. Quando estiver deitada, procure virar-se para o lado esquerdo, para facilitar uma melhor oxigenação do feto.No início e durante a contracção, deve inspirar profundamente pelo nariz, como se estivesse a “cheirar uma flor ”, e expelir o ar pela boca, como para “apagar uma vela”. Quando a contracção terminar, inspire e expire profundamente. No intervalo das contracções, respire normalmente, relaxando o mais possível.


Expulsão:
Começa quando a dilatação estiver completa. Pode demorar de 20 a 40 minutos no primeiro filho. O feto desce ao longo da bacia e acaba por sair para o exterior através da vagina e da vulva. Pode ser necessário efectuar um pequeno corte do períneo (espaço entre a vagina e o ânus), para facilitar a saída do feto e evitar “rasgaduras” perineais ou do ânus.
A sua ajuda na fase de dilatação é preciosa. Procure seguir as instruções que lhe são dadas.
Em cada contracção, inspire profundamente e, depois, não deixe sair o ar enquanto faz força. A seguir, expire. Aproveite o intervalo entre duas contracções para descontrair e recuperar as forças.

Dequitadura:
Depois do nascimento do bebé, a placenta e as membranas que envolveram o feto saem por si (se não saírem, o médico tira-as). Deve permitir que lhe massajem a barriga para ajudar a placenta a desprender-se do útero.
A seguir, se tiver sido necessário cortar o períneo durante o parto, há que fazer a sutura (coser) do corte. Não vai doer porque a zona estará anestesiada.
Após o parto, deve ficar deitada de barriga para cima. Se sentir que está a perder muito sangue, chame a enfermeira.

O que é a anestesia epidural?

É uma técnica utilizada para o tratamento da dor no parto. Consiste na introdução de um cateter (tubo) na coluna lombar (espinha), através do qual são administrados os medicamentos.
Este procedimento não é doloroso para a grávida, porque antes é feita uma anestesia local da pele. No entanto, a sua colaboração é preciosa para o sucesso da técnica. Colabore com a enfermeira e a anestesista, fazendo o que elas lhe recomendarem.
Após a analgesia, as contracções do útero e o trabalho de parto continuam a evoluir. Estará desperta, mas sem dores. Vão sendo dadas doses de analgésico, de duas em duas horas, ou sempre que se julgue necessário, até o bebé nascer.

Que cuidados devo ter após o parto?
Os cuidados de higiene pós-parto são importantes para o seu bem-estar e para acelerar a cicatrização do períneo.
Cerca de seis horas após o parto, uma enfermeira irá ajudá-la a levantar. Se não sentir tonturas ou dores de cabeça fortes, pode ir à casa de banho e caminhar um pouco. Podem colocar-lhe um saco com gelo na zona da sutura (costura), nas primeiras 24 horas pós-parto, para ajudar a reduzir o edema (inchaço) da zona e facilitar a cicatrização.
É importante tomar banho diário, manter limpa a zona genital e mudar com muita frequência (de quatro em quatro horas) os pensos higiénicos. É normal, nos primeiros dias a seguir ao parto, ter perdas de sangue vaginal que, a pouco e pouco, vão diminuindo de quantidade.
Aproveite para descansar nos períodos em que o bebé dorme, deitando-se, de vez em quando, de barriga para baixo.
Antes de regressar a casa esclareça todas as suas dúvidas e informe-se sobre quando levar o bebé para efectuar o “teste do pézinho”, à primeira consulta do pediatra e como registá-lo.
É normal que se sinta ansiosa, insegura e com alterações repentinas de humor e disposição durante as primeiras semanas após o parto. Mas se esses sintomas persistirem ou se agravarem deverá falar com a equipa médica que a acompanha.

O que acontece ao meu corpo? Vou voltar a ter o corpo que tinha antes de engravidar?
O seu corpo modificou-se com a gravidez, mas poderá voltar ao normal, se tomar alguns cuidados. Mantenha uma alimentação equilibrada e beba muitos líquidos. Mesmo a amamentar, não precisa de “comer por dois”. Logo que se sinta com disposição, pode fazer alguns exercícios (mesmo em casa), que ajudarão a recuperar a forma.


Como posso prevenir uma nova gravidez?
Na última consulta de gravidez peça para que seja marcada uma consulta de revisão do parto, que deverá ter lugar entre quatro a seis semanas após o parto. É muito importante para a sua saúde. Aconselhe-se sobre o método contraceptivo mais adequado à sua situação com os profissionais de saúde.
Estar a amamentar não impede que fique novamente grávida. Muitas mulheres ficam grávidas por acreditarem nisso. Por si própria, também, é importante espaçar os nascimentos.


Fonte:
Portal da Saúde. O Parto. Publicado em 09.12.2005

posted by Milagre de Vida, Sexta-feira, Setembro 11, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

Infecção por Streptococcus B na Gravidez

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

O que é o Streptococcus B?
O Streptococcus B ou Streptococcus Agalactiae é um género de bactéria com forma de Coco Gram-positiva que causa doenças no ser humano. São das bactérias mais comuns e encontram-se frequentemente na flora gastrointestinal e vaginal.

Quando e Como se deve fazer o Rastreio?
O rastreio para detectar a presença da bactéria Streptococcus B deve ser realizado entre as 35 e 37 semanas de gestação, uma vez que neste período se demonstrou existir melhor sensibilidade e especificidade para detecção desta bactéria. O exame consiste numa recolha de células do intróito vaginal, o qual é sujeito posteriormente a análise.

Pode existir transmissão desta bactéria ao bebé?
Sim. No momento do parto esta bactéria pode ser transmitida ao bebé, pois com a passagem da criança pelo canal de parto, local onde se encontra alojada a bactéria, o recém-nascido entra em contacto directo com a flora vaginal da mãe, havendo uma possível transmissão do Streptococcus B.
Contudo, o facto de existir esta possibilidade de transmissão, não quer dizer que o bebé fique doente, uma grande percentagem das crianças não chega a desenvolver qualquer tipo de doença devido a esta bactéria.
Neste âmbito, apesar da possibilidade de transmissão para o bebé, esta não é critério médico para se efectuar cesariana, pois as possibilidades de transmissão mantêm-se aquando da realização da mesma. Assim, o parto por via vaginal continua a ser seguro, pois os tratamentos existentes para este problema são muito eficazes.

Quais as possíveis consequências para as mamãs?
O Streptococcus do Grupo B encontra-se presente numa grande maioria das mulheres, no entanto, esta bactéria pode ou não manifestar sintomas da sua presença. Assim, as mamãs podem apresentar sintomas e infecção activa, ou por outro lado, ter apenas presente a colonização da bactéria sem manifestação de doença.
Neste sentido, frequentemente as mamãs no último trimestre aquando dos exames efectuados, ficam surpreendidas e preocupadas quando recebem a notícia de que apresentam esta bactéria positiva, pois é frequente não terem doença nem sintomas activos associado ao Streptococcus B.

Quais as possíveis consequências para o Bebé?
Os problemas mais frequentes no bebé devido ao Streptococcus B são Meningite, Sepsis (Infecção Generalizada) e Pneumonia.
Cerca de 50 a 75% dos bebés expostos à bactéria tornam-se colonizados pela mesma, no entanto, apenas 1 a 2% de todos os recém-nascidos de mães portadoras desta bactéria irão desenvolver doença.
A maioria dos bebés manifesta a doença na primeira semana após o parto, nomeadamente nas primeiras horas de vida, sendo imediatamente iniciado o tratamento.

Como realizar o tratamento?
O tratamento pode ser efectuado mediante dois critérios principais:
Se a mamã apresenta doença e sintomas activos, deve iniciar antibiótico antes do trabalho de parto; se a mamã apresenta apenas colonização da bactéria sem doença activa, deve fazer antibiótico apenas durante o trabalho de parto. Este facto verifica-se, pois após a realização de vários estudos, não ficou comprovada a eficácia do antibiótico antes do trabalho de parto em mamãs que não apresentem doença activa.
O tratamento adequado e atempado da mamã e do bebé com antibióticos, nomeadamente a penicilina, diminuiu em grande percentagem a mortalidade nos recém-nascidos devido a doenças manifestadas pela presença desta bactéria.

Por todas estas informações, já sabem:

- Peçam aos profissionais de saúde para serem encaminhadas no sentido de realizar este exame!


Diana Andrade, Enfermeira da Unidade de Saúde Familiar Sudoeste, CSSMF


___________________________________________________
Bibliografia
B. L. Diógenes et al. 2000. Manual de Obstetrícia. Editora Revinter Lda.
Centro Pré Natal de Diagnóstico e Tratamento, 2009. Infecção por Streptococcus Grupo B (GBS) na gestação.
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Vol. 27, nº4. Rio de Janeiro, Abril de 2005.
www.Wikipédia.com
posted by Milagre de Vida, Quinta-feira, Setembro 03, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

CTG — Cardiotocografia

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Olá mamã!

O/A filhote, que ainda está a crescer dentro da sua barriguita, feliz, escutando atentamente tudo o que a mamã e o papá fala com ele e fica todo contente quando nota a alegria da mãe que ouve em alta voz o bater do seu coração e que está tudo a correr bem, isso acontece quando faz carditocografias!"

Vamos falar-vos um pouco disso...

Os sons cardíacos fetais foram ouvidos e descritos pela primeira vez no século XVII e permitem avaliar o bem-estar fetal.

Até a década de 60, o estetoscópio de Pinard era o instrumento que permitia ouvir os batimentos cardíacos do feto. Nos finais dos anos 60 surge uma nova técnica electrónica de monitorização fetal

Cardiotocografia (CTG).

A Cardiotocografia estuda a biofísica do feto, permitindo avaliar o bem-estar materno-fetal
.

O CTG é um exame realizado por um aparelho – cardiotocógrafo, que permite monitorizar, de um modo contínuo, os batimentos cardíacos do feto, os movimentos fetais sentidos pela mãe e as contracções uterinas.

Hoje em dia o CTG permite a monitorização do feto a partir do exterior.

Assim um transdutor externo, denominado toco, colocado sob o abdómen da mãe, sobre o fundo do útero e acima do umbigo, avalia e regista a frequência, regularidade e duração das contracções uterinas.

O ritmo cardíaco do feto é detectado através de um sensor de ultra-sons que inclui um transmissor e receptor colocado sob o abdómen da mãe, sendo necessário a colocação de um gel condutor na superfície do transdutor de ultras sons.

O equipamento é de fácil instalação: colocadas duas cintas elásticas ao redor do abdómen da grávida - uma segura o sensor que capta as contracções uterinas e outra que capta os batimentos cardíacos do bebé. À grávida é fornecido um sinalizador para que esta carregue no botão sempre que sentir os movimentos do bebé.

Todos estes dados são registados pelo cardiotocógrafo resultando num traçado, como o exemplificado na figura:


Frequência cardíaca fetal Movimentos fetais
Actividade uterina
Actualmente, o CTG efectua-se na consulta pré - natal como exame de rotina, a partir das 37 semanas de gestação. Com idade gestacional inferior às 37 semanas, o exame só é efectuado por indicação médica
O CTG efectua-se, ainda durante trabalho de parto.

Para permitir uma análise exacta do CTG é necessário:
· duração mínima de 20 minutos;
· mãe não estar em jejum;
· telemóvel desligado.

«Através da cardiotocografia, exame cujo resultado é semelhante a um traçado de eletrocardiograma, o médico pode avaliar se o feto tem insuficiência na oxigenação cerebral por motivos placentários, posicionais ou compressões do cordão umbilical, como por exemplo a circular cervical, mais conhecida como «cordão enrolado no pescoço». Fonte

Bibliografia:
· BOBAK, Irene M.; JENSEN, Margaret D.; LOWDERMILK, Deidra L. – Enfermagem na Maternidade, 4ªed. – Loures, Lusociência Edições Técnicas e Científicas, 1999.
· GRAÇA, Luís M. e col. – Medicina Materno Fetal. 3ª ed. Lidel, Janeiro 2005.
· MELSON, Kathryn; JAFFE, Marie; KENNER, Carole; AMLUNG, Stephanie – Enfermagem Materno-Infantil.Plano de cuidados, 3ª ed. – São Paulo, Reichmann & Affonso Editores, 2003.
· SMITH, Norman C. – Compreender a Gravidez, 1ª ed. – Porto, Porto Editora, 2005
· REZENDE, J.; Obstetrícia; 9ª Edição; Editora Guanabara Koogan; Rio de Janeiro; 2000

Elaborado por: Fátima Silva – Enfermeira com a Especialização em Saúde Materna e Obstétrica (HGSA)

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Agosto 24, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

INSCRIÇÕES PARA OS CURSOS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

As grávidas devem iniciar o curso de preparação para o parto por volta das 28 semanas de gravidez, pelo que deverão realizar a sua inscrição até às 22 semanas de gravidez!

Os cursos decorrem de 2ª a 6ª Feira, das 18 às 20h na sede do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira e são destinados preferencialmente às grávidas inscritas neste Centro de Saúde.

A inscrição pode ser feita da seguinte forma:

- Por e-mail (
csfeira@gmail.com);
- Por telemóvel directo do Milagre de Vida: 912765719;
- Presencialmente na sede do CSSMF
.
posted by Milagre de Vida, Terça-feira, Agosto 11, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

Respondendo às suas dúvidas...Amamentação e Gripe A

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Tal como as grávidas, as mães que amamentam começam a demonstrar a sua preocupação relativamente à gripe A. Como tal, vamos tentar responder às questões que chegaram até ao Milagre de Vida.

1 - Posso continuar a amamentar se contrair gripe A?


Segundo as orientações emitidas pelo United States Breastfeeding Committee (USBC) o aleitamento materno apresenta-se como uma estratégia importante para evitar a infecção pelo H1N1.

Também o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) distribuiu orientações actualizadas sobre a gripe A ( H1N1), relativas ao aleitamento materno, entre as quais destacamos:

“Os bebés não amamentados estão especialmente vulneráveis a infecções e hospitalização por doença respiratória severa. Mulheres que dão à luz devem ser estimuladas a iniciar cedo o aleitamento e a alimentar os filhos com frequência.”

Joan Younger Meek, afirma igualmente a importância da amamentação nestas situações:
“Pesquisas mostram que a amamentação é uma fonte segura e confiável de alimento, com uma infinidade de células e anticorpos que combatem totalmente as doenças, ajudando a proteger os bebés contra germes e enfermidades. Mães expostas à gripe produzem protecção específica aos filhos, transmitindo-as aos bebés através do seu leite. As fórmulas preparadas não oferecem essas propriedades específicas de combate a infecções. A suplementação desnecessária com fórmula deve ser eliminada, para que o bebé possa receber o máximo possível de anticorpos protectores maternos e outros factores protectores imunológicos.”

2 - Qual o risco da gripe A ser transmitida pelo leite materno?

De acordo com o CDC o risco da gripe H1N1 ser transmitida pelo leite materno ainda é desconhecido; no entanto relatos de gripes sasonais transmitidas através dele são raros. Além disso, quando a mãe começa a mostrar sintomas de gripe, o bebé está também exposto a eles. O leite da mãe pode oferecer protecção adicional ao bebé contra possíveis complicações da gripe, como sejam sintomas respiratórios severos, diarreia, outras infecções gastrointestinais e desidratação. Daí a importância de continuar a amamentar nesta situação.

3 - As mulheres podem continuar a amamentar enquanto recebem medicamentos antivirais?

Sim. A orientação do CDC recomenda que, se a mulher adoecer, deverá manter o aleitamento e aumentar a frequência das mamadas. “Se a mãe ou o bebé estiver tão doente a ponto de ter dificuldades para se alimentar ou ser alimentado directamente no seio, ela deve ser estimulada a retirar o leite com bomba para dá-lo à criança”.

Se tem outras dúvidas relativamente a este assunto não hesite em colocá-las.
O Milagre de Vida tem todo o gosto em contribuir para que as famílias se preparem para uma eventual pandemia de gripe A com o máximo de tranquilidade possível.
..
_____________________ Vânia Coimbra
Fontes:
http:// http://www.usbreastfeeding.org/.
http://www.amigasdopeito.org.br/

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Quinta-feira, Agosto 06, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 5 |

Dia Internacional do Aleitamento Materno

sábado, 1 de Agosto de 2009

Mesmo em época de férias o Milagre de Vida não poderia deixar de comemorar o Dia Internacional do Aleitamento Materno - 1 de Agosto de 2009.
Nesta data relembramos, através de um poster e de informações
publicadas ao longo da semana que ...
...
"AMAMENTAR DÁ MAIS VIDA"!
...
...

Para todas as mães que amamentam um beijinho muito especial desta equipa que tanto tem trabalhado para promover o Aleitamento Materno.
Para aquelas que se deparam com dificuldades na amamentação, não hesitem em procurar ajuda...
Estamos cá para ajudar.
...
...
Nota: Não deixem de ler o artigo abaixo referente à campanha internacional comemorativa desta data tão especial. .. por que todos nós desejamos um mundo com crianças e adultos mais saudáveis.

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Sábado, Agosto 01, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 10 |

SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2009

SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2009
1 -7 de Agosto
AMAMENTAÇÃO, A SEGURANÇA ALIMENTAR NAS EMERGÊNCIAS.

A amamentação é uma estratégia que pode salvar vidas e a sua protecção é ainda maior para as crianças mais pequenas. Mesmo fora das situações de emergência, sabemos que as crianças menores de 2 meses não amamentadas têm uma probabilidade 6 vezes maior de morrer do que aquelas que mamam no peito.

As situações de emergência podem ocorrer em qualquer parte do mundo. Essas ocorrências abalam a vida de toda a população, deixando os cuidadores frente ao desafio de lidar com muitos problemas imprevistos e cuidar de crianças mais vulneráveis a doenças e morte.

Durante as situações de emergência, as mães precisam de um apoio efectivo para manter ou restabelecer a amamentação.

Por que é que amamentar é vital nas emergências?

Nenhum lugar está “imune” a situações de emergência. Elas podem acontecer em qualquer local no mundo. Independente do tipo – de terramotos a conflitos, de enchentes a pandemias de gripe – a história é sempre a mesma: amamentar salva vidas!

Em situações de emergência, bebés e crianças pequenas são especialmente vulneráveis à desnutrição, doenças e morte. Apresentaremos, em seguida alguns factos colhidos da experiência com as situações de emergência:

• Os dados publicados mostram que a mortalidade infantil durante situações de emergência ultrapassa em muito as taxas de períodos normais, variando de 12 a 53%;

• Num programa de larga escala de alimentação terapêutica, no Niger, em 2005, observou-se que 95% dos 43.529 casos de desnutrição admitidos para atendimento terapêutico eram crianças com menos de 2 anos de idade;

• Num programa no Afeganistão, a taxa de mortalidade foi de 17,2% entre bebés com menos de 6 meses de idade, internados em instituições para alimentação terapêutica;

• Durante os três primeiros meses de conflito na Guiné-Bissau, em 1998, a taxa de mortalidade entre crianças não-amamentadas com idades entre 9 a 20 meses foi seis vezes mais alta do que entre crianças da mesma faixa etária amamentadas.

Tendo em conta estes dados, faz todo o sentido apostar numa cultura que apoie o aleitamento materno.

Desta forma, a equipa do Milagre de Vida associa-se a esta campanha de promoção do aleitamento materno, comemorando esta data tão importante para todos nós: pais, bebés e crianças, educadores, profissionais de saúde, empregadores…

Por que estão mais que demonstradas as inúmeras vantagens do aleitamento materno, vantagens estas que se irão reflectir em todas as áreas da vida. Senão vejamos:

- bebés amamentados serão adultos mais saudáveis, com menor probabilidade de sofrerem de mortalidade, infecções respiratórias, eczemas, cancro infantil, diabetes tipo II, diarreias, obesidade, doenças coronárias e outras doenças crónicas…);

- Mães que não amamentaram apresentam um maior risco de cancro da mama e dos ovários e diabetes tipo II;

- Pais de bebés amamentados têm uma taxa menor de absentismo laboral, por que os seus filhos são mais saudáveis;

- Bebés amamentados apresentam menos custos com o tratamento de doenças (ficam doentes com menor frequência e gravidade);

- Bebés amamentados contribuem para o meio ambiente (não consomem embalagens de leite, biberões, tetinas, ou seja menos custos com os aterros sanitários…)

- O aleitamento materno exclusivo leva à diminuição dos custos económicos para as famílias, comunidades, sistema de saúde e ambiente.

Por isso toda a população acaba por usufruir dos benefícios do aleitamento materno. Vale a pena pensar nisto!

Assim sendo, apelamos…
… aos pais e futuros pais que invistam na amamentação e não desistam perante as dificuldades.

…aos familiares e amigos que apoiem efectivamente o casal que decide amamentar, eliminando comentários infundados que diminuem a auto-estima da mãe como sejam: “o teu leite não presta”; “o teu leite é aguado”; “ o bebé está sempre à mama, provavelmente o leite não é suficiente”…

…às entidades laborais que implementem um regime que apoie a amamentação, flexibilizando os horários, de forma a possibilitar a saída da mãe para amamentar;

…aos educadores que instalem um cantinho da amamentação nos infantários de forma a propiciar o conforto e privacidade que mãe e filho tanto merecem.

…aos media que promovam reportagens que fomentem o aleitamento materno.

…aos nossos governantes que dêem apoios efectivos à iniciativa “Hospital amigo do bebé” e “Centro de Saúde amigo do bebé”, propiciando a criação de “Cantinhos de Amamentação” em todos os Centros de Saúde.

“Tudo aquilo que qualquer um faça para tornar tornar este mundo num lugar onde o aleitamento materno resulte melhor para as mães e bebés, está a fazer um grande serviço. Pode parecer pequeno, mas é realmente aquilo que faz a diferença.”
Ted Greiner, USA
...
______________________ Vânia Coimbra
...
...Fonte:
http://www.ibfan.org.br/smam/pdf/doc-391.pdf
http://www.aleitamento.com/upload%5Carquivos%5Carquivo1_2035.pdf
http://www.waba.org.my/

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Sábado, Agosto 01, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 4 |

Gravidez e Gripe A

segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Após o aparecimento dos primeiros casos de gripe A na gravidez, têm-se colocado algumas questões que certamente interessam a todas as grávidas e aos casais que estão a pensar engravidar.

1. O que é o novo vírus da Gripe A (H1N1)?
O novo vírus da Gripe A(H1N1), que apareceu recentemente, é um novo subtipo de vírus que afecta os seres humanos. Este novo subtipo contém genes das variantes humana, aviária e suína do vírus da Gripe e apresenta uma combinação nunca antes observada em todo o Mundo. Em contraste com o vírus típico da gripe suína, este novo vírus da Gripe A (H1N1) é transmissível entre os seres humanos.

2. Quais os sintomas da doença pelo vírus da Gripe A (H1N1)?
Os sintomas de infecção pelo novo vírus da Gripe A (H1N1) nos seres humanos são normalmente semelhantes aos provocados pela Gripe Sazonal:
- Febre
- Sintomas respiratórios (tosse, nariz entupido)
- Dor de garganta
- Possibilidade de ocorrência de outros sintomas:

-----Dores corporais ou musculares
-----Dor de cabeça
-----Arrepios
-----Fadiga
----- Vómitos ou diarreia

3. Como se infectam as pessoas com o vírus da Gripe A (H1N1)?
Existem 2 formas de transmissão do vírus:

- Transmissão directa quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra próximo de pessoas sãs, a menos de um metro de distância e estas inalam as gotículas libertadas;

- Transmissão indirecta quando há contacto com gotículas ou outras secreções do nariz e da garganta de uma pessoa infectada - por exemplo, através do contacto com maçanetas das portas, superfícies de utilização pública, etc. Os estudos demonstram que o vírus da gripe pode sobreviver durante várias horas nas superfícies e, por isso, é importante mantê-las limpas, utilizando os produtos domésticos habituais de limpeza e desinfecção.

4. Qual é o período de incubação da doença?
O período de incubação da Gripe A (H1N1), ou seja, o tempo que decorre entre o momento em que uma pessoa é infectada e o aparecimento dos primeiros sintomas, pode variar entre 1 e 7 dias.

5. Durante quanto tempo uma pessoa infectada pode transmitir o vírus a outras?
Os doentes podem infectar (contagiar) outras pessoas por um período até 7 dias, a que se chama período de transmissibilidade; é, contudo, prudente considerar que um doente mantém a capacidade de infectar outras pessoas durante todo o tempo em que manifestar sintomas.

6. A doença pelo novo vírus da Gripe A (H1N1) pode ser tratada?
O novo vírus da Gripe é sensível aos medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir.

7. Qual a melhor forma de evitar a disseminação do vírus, no caso de estar doente?
Limite o contacto com outras pessoas, tanto quanto possível
Mantenha-se em casa durante sete dias, ou até que os sintomas desapareçam, caso estes perdurem
Cubra a boca e o nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel; nunca as mãos!
Utilize lenços de papel uma única vez e coloque-os de imediato no lixo
Lave frequentemente as mãos com água e sabão, em especial após tossir ou espirrar;
Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado previamente as mãos;
Pode usar toalhetes descartáveis com soluções alcoólicas;
Limpar superfícies sujeitas a contacto manual muito frequente (maçanetas das portas, corrimão, computadores, telefones) com um produto de limpeza comum.

8. Qual é a melhor técnica de lavagem das mãos?
Lavar as mãos frequentemente ajuda a evitar o contágio por vírus da gripe e por outros germes. Recomenda-se que use sabão e água, pelo menos durante 20 segundos. Quando tal não for possível, podem ser usados toalhetes descartáveis, soluções e gel de base alcoólica, que se adquirem nas farmácias e nos supermercados. Se utilizar um gel, esfregue as mãos até secarem e não use água.

9. O que fazer em caso de suspeita de gripe A?
Se sentir sintomas de gripe limite o contacto com outras pessoas, permaneça em casa e ligue para a linha Saúde 24: 808242424 que o encaminhará de acordo com a situação.
Se esteve em contacto próximo com alguém doente com o vírus da gripe A, contacte a linha Saúde 24 .
Evite deslocar-se aos serviços de urgência.

10. Estou grávida. Quais os cuidados a ter?
Os cuidados a ter em caso de se encontrar grávida são os mesmos para as pessoas em geral.

No entanto, no caso de contrair a gripe A, a gravidez representa para si um risco acrescido de complicações mais graves, pelo que deverá ligar de imediato para a linha Saúde 24 e cumprir as orientações que lhe irão ser facultadas.
-
Embora a Direcção Geral de Saúde não se pronuncie relativamente a outras medidas de precaução, vários profissionais de saúde consideram prudente evitar as deslocações para áreas mais afectadas pelo vírus. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Estados Unidos, México, Canadá, Austrália, Chile e Argentina são países com transmissão sustentada da doença.
Outra das medidas apontadas consiste em evitar locais com grande concentração de pessoas, especialmente os fechados, como os shopings.

A equipa do Milagre de Vida continuará a acompanhar a evolução da situação e dará informações se surgirem novas orientações emitidas pela DGS.
-
_________________________ Vânia Coimbra
Fontes:
http://www.dgs.pt - microsite da gripe
COIMBRA, José. Gipe A (H1N1) Novo vírus...nova gripe. Jornal Enfermagem e o Cidadão nº 19‏

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Julho 20, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 1 |

COMO PREVENIR A TOXOPLASMOSE DURANTE A GRAVIDEZ?

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

A toxoplasmose é causada pelo Toxoplasma Gondii, um parasita cuja infecção nos seres humanos ocorre através da ingestão de quistos ou oocitos existentes nos animais, leite de cabra não pasteurizado ou por contacto com fezes dos gatos.


No decurso da gravidez é de extrema importância que a grávida saiba se é ou não imune à toxoplasmose.
É através de análises específicas para a toxoplasmose (efectuada através da colheita de sangue) que deverão ser requeridas idealmente na consulta pré – concepcional ou na primeira consulta pré-natal que se pode saber se a futura ou a grávida está ou não imune à toxoplasmose.

A infecção tem uma incidência de dois em cada mil gravidezes, em que neste grupo ocorrem 40% de infecções fetais (O´REILLY, 2008).
A doença não é contagiosa, sendo apenas transmitida entre humanos, de mãe para filho.
Se a imunidade não está presente a grávida deverá ter em conta medidas de higiene e segurança alimentar.

As medidas preventivas são:

  • Evitar que existam moscas dentro de casa;
  • Cozinhar muito bem a carne pelo menos 15 a 20 minutos antes de a consumir;
  • Não comer carne mal passada, ovos crus, vegetais mal lavados e frutas não descascadas;
  • Não comer enchidos como, presunto, fiambre, salsichas, que não sejam previamente cozinhados a altas temperaturas.
  • Não beber leite não pasteurizado;
  • Lavar as mãos antes de comer e após manuseamento de material susceptível de infecção;
  • Evitar contacto com gatos;
  • Pedir para alguém colaborar no tratamento dos dejectos do seu gato, se tiver de o fazer, usar luvas;
  • Mudar diariamente e passar por água a ferver a caixa de dejectos;
  • Lavar bem as mãos após tratar dos dejectos do gato;
  • Usar sempre luvas na jardinagem, lavar muito bem as mãos após.

    É importante que estejam sensibilizadas para esta questão, de forma que a infecção não se dê ao longo da gravidez, podendo ser transmitida da mãe para o filho.

_________________Ana Oliveira, Enfermeira (trabalho em contexto de estágio, no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira) a frequentar ESMO

BIBLIOGRAFIA
GRAÇA, Luís Mendes – Medicina Materno – Fetal. 3ª edição. Lisboa: Lidel, 2005. 733 p. ISBN 972-757-325-8. LOWDERMILK, Deitra Leonard; PERRY, Shannon E.; BOBAK, Irene – O Cuidado em Enfermagem Materna. 5ªedição. Porto Alegre: Artmed, 2002. 928 p. ISBN 85-7307-787-5. O´REILLY, Barry; BOTTOMLEY, Cecilia; RYMER, Janice – Livro de bolso de Ginecologia e Obstetrícia. Lusodidata, 2008. ISBN- 978-989-8075-06-2. VITOLO, Márcia Regina – Nutrição da Gestação à Adolescência. Rio de Janeiro: Reichmann & Affonso Editores, 2003. ISBN: 85-87148-73-7.

Etiquetas: ,

posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Julho 13, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 1 |

A PATERNIDADE VERSUS PARENTALIDADE

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Actualmente, definimos que o pai é a figura masculina afectivamente mais próxima da criança que se compromete em lhe proporcionar a melhor qualidade de vida possível, independentemente da relação biológica. Dado, que a figura paterna pode ser exercida por outras figuras masculinas, nomeadamente um padrasto ou um avô. Além disso, o pai pode ou não viver na mesma casa, sem que isso afecte necessariamente a sua função.

A definição de pai tem sofrido ao longo dos tempos uma evolução. Tradicionalmente, ao pai estava reservada a função de sustentar a família. Além disso, representava a autoridade. A mãe era responsável por cuidar da família, estando mais responsável pelo lado emocional dos laços familiares.

A principal razão que levou à evolução destas definições foi o factor económico, ou seja a emancipação das mulheres e o assumir de um papel progressivamente mais importante no mercado do trabalho, colocando a mãe e o pai em “pé de igualdade”, no que diz respeito à disponibilidade em termos de tempo para estar com os filhos. Além disso, também as leis de regulação maternidade e paternidade passaram a permitir que, por exemplo o pai assumisse a licença de paternidade para cuidar do filho após o nascimento. Nos divórcios, a custódia conjunta e o aperfeiçoamento das regras de regulação do poder paternal, têm atribuído ao pai um papel mais interventivo e preponderante na educação dos filhos, libertando-o da definição redutora de sustento familiar (OOM, 2008).

Paralelamente a estas mudanças económicas e legais, também a mentalidade da sociedade tem vindo a alterar-se, dado que os pais são mais motivados a dedicarem-se aos seus filhos e a envolverem-se activamente no seu crescimento, desenvolvimento e educação. Assim, na sociedade actual ser bom pai é muito mais do que sustentar a família.

Existem vários estudos a comprovar que crianças que durante a infância e adolescência tiveram uma presença paterna em quem confiaram, tornaram-se adultos mais equilibrados, com menos tendência a adoptar comportamentos delinquentes, com um melhor desempenho na sociedade e com uma melhor saúde mental.
O papel primordial do pai baseia-se no primeiro limite à omnipotência infantil, colocando-se entre a mãe e a criança, fazendo um contraponto na simbiose mãe-criança, dado que ocupa uma posição diferenciada. Vários estudos comprovam que na ausência da figura paterna surgem mais dificuldades no estabelecimento de limites (BURDON, 1998).

O pai e a mãe têm um papel crucial no desenvolvimento das crianças, dado que influenciam preponderantemente os seus comportamentos, as suas motivações, o surgir da consciência moral, as competências nas interacções sociais, o desempenho académico e a manutenção da saúde mental. Assim, a diferença entre ser pai e ser mãe não se baseia nos resultados que obtém na educação dos filhos, mas na forma de a conseguirem, dado que o pai geralmente privilegia o contacto físico e a brincadeira, enquanto que a mãe é habitualmente mais emocional.
As diferenças entre pai e mãe tendem a atenuar-se, dado que cada vez mais assumem tarefas que estavam destinadas ao outro, desaparecendo progressivamente as regras rígidas, para darem lugar a um trabalho de equipa. No entanto, não devemos generalizar, dado que as famílias não são iguais, uma vez que existem aquelas que ainda se regem por princípios mais tradicionais e outras que vivem mais libertas de preconceitos. No entanto, as diferenças devem ser sempre respeitadas (STERN, 1989).

Não há um modelo de perfeição a seguir do que deverá ser um bom pai ou uma boa mãe, cada família deverá na conjugação de todas as personalidades encontrar um modo de funcionamento em que todos se adaptem e se sintam felizes. Como já foi referido anteriormente, pai e mãe deverão funcionar como uma equipa, no sentido de gerir adequadamente as tarefas, os temperamentos e os conflitos, com o objectivo de atingir o equilíbrio.

_______________________________
Marisa Leite, Enfermeira do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira, a realizar o estágio da especialização em Saúde Materna e Obstetrícia



BIBLIOGRAFIA

BADINTER, E. XY: sobre a identidade masculina. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.1992; BRAZELTON, T. B. & CRAMER, B. G. As primeiras relações. São Paulo: Ed. Martins Fontes. 1992; BURDON, B. Envolvendo os homens na vida familiar se eles podem fazê-o, por que não o fazem? In: SILVEIRA, P. (org). Exercício da paternidade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998; GONÇALVES, M. J. Psicoses da primeira infância – Reflexões clínicas sobre o autismo infantil. Revista portuguesa de pedopsiquiatria. 1991 (pp. 1, 15-21). LOWDERMILK, Deitra Leonard; PERRY, Shannon E. – Enfermagem na Maternidade. 7ª ed. Loures: Ludodidacta, 2006. 1043 p. ISBN 978-989-8075-16-1; OOM, Paulo. Ser pai. Revista Pais & Filhos. 2008 (pp. 206, 62-64); STERN, D. The representation of relational pat¬terns: developmental considerations. In A. SAME-ROFF, & R. EMDE (Eds.), Relationship disturbances in early childhood. New York: Basic Books. 1989.

Etiquetas:

posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Julho 06, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 0 |

O Álcool e a Gravidez

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Tanto calor! Apetecia-me mesmo, uma cerveja frequinha!
Mas estou grávida...
Será que posso?

No início da gravidez "Qualquer quantidade de álcool, por menor que seja, pode por em risco o desenvolvimento do feto, produzindo deficiências físicas e mentais. Segundo a Dra. María Luisa Martínez, médica espanhola e conhecedora do tema, as bebidas alcoólicas penetram no feto, através da corrente sanguínea materna. Os danos são produzidos, porque a gestante elimina duas vezes mais rápido o álcool do seu sangue que o bebé, forçando-o a realizar uma tarefa para qual seus órgãos não estão preparados. Martínez sustenta também que o álcool pode criar um déficit no coeficiente intelectual do bebé. "

O álcool é considerada uma “droga susceptível de abuso”, dado que se trata de uma substância cuja ingestão altera o humor, o grau de percepção ou o funcionamento do cérebro, é uma das substâncias depressoras do Sistema Nervoso Central, situando-se na mesma escala classificativa de dos medicamentos: hipnóticos e ansiolíticos (vulgarmente designados por tranquilizantes).

A ingestão de álcool, para a maioria dos Portugueses é um hábito quotidiano e para outros é mesmo uma necessidade social.
O álcool só se torna um problema quando o indivíduo estabelece com ele um abuso, dependência ou um contacto muito precoce como seja antes do nascimento.

A alcoolemia a presença de álcool no sangue, e exprime-se por gramas de álcool puro num litro de sangue. É portanto a este valor que se dá o nome de taxa de alcoolemia no sangue (TAS). A alcoolemia aumenta progressivamente até atingir uma concentração máxima num período de meia hora até 2 horas depois da ingestão de álcool, decrescendo muito lentamente e após 5 horas atinge o valor de alcoolemia natural.

A absorção de álcool pelo organismo varia de individuo para individuo uma vez que, características como a idade, o sexo, o peso e actividade metabólica, a ingestão em jejum ou às refeições intervêm neste processo.

Só cerca de 5% do álcool ingerido é eliminado directamente através da expiração, saliva, transpiração e urina. A maior parte passa para o sangue e é transportado pelos vasos sanguíneos para os diversos órgãos.

Os efeitos do álcool dependem de factores como:
• a quantidade de álcool ingerido em determinado período,
• uso anterior do álcool,
• concentração de álcool no sangue,
• características físicas do individuo.

O metabolismo do álcool processa-se de maneira diferente no homem e na mulher.

Na mulher o álcool é menos diluído e permanece mais tempo no organismo devido a ela possuir maior quantidade de gordura e menor quantidade de água em relação a um homem com igual peso corporal. A mulher apresenta, também, menor quantidade de desidrogenase alcoólica (enzima envolvida no metabolismo de álcool), pelo que tem uma maior concentração de álcool no sangue mesmo bebendo a mesma quantidade que o homem.

A Gravidez é a altura do ciclo vital da mulher em que a saúde física e mental tem efeitos profundos no feto e, futuramente, na criança. Sendo realçados todos os comportamentos da grávida, no qual o consumo de álcool assume um papel relevante quando preconizado durante a gravidez, dado que o álcool atravessa livremente a placenta.

O álcool é composto por moléculas pequenas e solúveis na água e nos lípidos, circulando da mãe para o filho. Sendo a barreira da placenta permeável a essas moléculas, a difusão do álcool vai fazer-se facilmente e em dependência. A concentração do álcool no sangue da mãe subirá rapidamente, enquanto no feto a concentração máxima terá lugar algum tempo mais tarde mas manter-se-á elevada durante mais tempo que na mãe.
A exposição do feto ao álcool será maior devido ao facto do metabolismo de eliminação do feto ser muito mais deficiente que o da mãe pois as células hepáticas do feto ainda não são capazes de degradar o álcool.

Independentemente da quantidade de álcool ingerida pela grávida, este terá influência no desenvolvimento gestacional e do feto.

O consumo do álcool, na grávida, pode dar origem: aborto espontâneo, nascimento de crianças mortas, parto prematuro e infertilidade.

No bebé as anomalias poderão manter-se durante toda a vida e serem de vários tipos, tais como: atraso do crescimento do bebé, quer durante a gravidez e após o nascimento; malformações cardíacas, renais e do Sistema Nervoso Central; défice intelectual e afectivo; comportamento anti-social; diminuição da atenção, hiperactividade e dificuldade na linguagem e aprendizagem.
As alterações referenciadas podem ser mais ou menos evidentes dependendo da quantidade e tipo de álcool ingerido, frequência de ingestão de álcool pela gestante e fase da gestação em que ingeriu álcool.

Sendo que, a criança de hoje é o adulto de amanhã e aquilo que ela for no futuro depende da educação do presente, a cessação de ingestão de álcool em qualquer fase da gravidez é benéfica.

A dose segura de álcool não nociva durante a gravidez é a não ingestão.


Isto nem a brincar.
Há pais que vendo os bebés a olhar para o seu copo, pensam que eles querem, e molham o dedo na bebida e vão dando a sugar ao bebé (e acham muita graça, porque o bebé até gostou e vão repetindo o gesto com todo o tipo de álcool ) ESTÁ ERRADO estão a fazer muito MAL aos vossos filhos

Bibliografia:
• BOBAK, Irene M.; JENSEN, Margaret D.; LOWDERMILK, Deidra L. – Enfermagem na Maternidade, 4ªed. – Loures, Lusociência Edições Técnicas e Científicas, 1999.
• GRAÇA, Luís M. e col. – Medicina Materno Fetal. 3ª ed. Lidel, Janeiro 2005.
• MELSON, Kathryn; JAFFE, Marie; KENNER, Carole; AMLUNG, Stephanie – Enfermagem Materno-Infantil.Plano de cuidados, 3ª ed. – São Paulo, Reichmann & Affonso Editores, 2003.
• SMITH, Norman C. – Compreender a Gravidez, 1ª ed. – Porto, Porto Editora, 2005
• REZENDE, J.; Obstetrícia; 9ª Edição; Editora Guanabara Koogan; Rio de Janeiro; 2000
• www.cras.min-saude.pt/Brochura.pdf
• www.ltodi.est.ips.pt/postolache/art1.pdf
• www.medicosdeportugal.iol.pt
• www.niaaa.ni.gov/publication
• www.portalsaude.pt
• www.psicologia.com.pt/instrumentos/drogas/ver_ficha.php?cod=alcool
• www.saude.sapo.pt


Elaborado por: Fátima Silva – Enfermeira com a Especialização em Saúde Materna e Obstétrica (HGSA)


Etiquetas: ,

posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Junho 29, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 0 |
banner milagre de vida

Counter Stats
web counters
amigos

Clique na Etiqueta do artigo que lhe interesse, que aparecem os artigos relacionados

Tradutor

Blogs do Centro de Saúde

ENVIE O SEU RECADO

Entre na Biblioteca

Estou grávida… Como posso beneficiar do cheque-den...
O que levar para a maternidade
COMO PODE TER UM PAPEL ACTIVO DURANTE O TRABALHO D...
O PAPEL DO PAI NA AMAMENTAÇÃO
O PARTO
Infecção por Streptococcus B na Gravidez
CTG — Cardiotocografia
INSCRIÇÕES PARA OS CURSOS DE PREPARAÇÃO PARA O PAR...
Respondendo às suas dúvidas...Amamentação e Gripe ...
Dia Internacional do Aleitamento Materno

RSS Feeds

Assinar com Bloglines Blog entries
Comments

Powered by Blogger

make money online blogger templates

Amamentar (testemunho da Estela)

Centro de saúde em Alerta

<

Fecundação

Uma Mãe Feliz

Musicoterapia

Quem são os meus anjos?

Mapa das nossas Visitas

Locations of visitors to this page