Amamentar dá mais vida…
segunda-feira, 28 de Julho de 2008
Amamentar na primeira hora de vidaO bebé, quando nasce, encontra-se muito desperto e a necessidade de sucção é intensa. Se nesse momento for colocado à mama, aprenderá a mamar com maior facilidade. Por isso, se pretende amamentar, coloque o bebé à mama durante a primeira hora após o parto.
Normalmente as mães ficam mais emotivas e sensíveis após o parto.
Nesta fase é normal sentir algumas dificuldades na amamentação. Precisa de todo o apoio da família, em especial do companheiro.
Essas dificuldades vão desaparecendo à medida que vai ganhando prática em amamentar. É preciso ser persistente e não desistir.
Colostro
É o primeiro tipo de leite; pode surgir ainda durante a gravidez. É um líquido amarelado, concentrado e extremamente rico em imunogloblinas e factores de crescimento. Mantém-se nas primeiras 72 horas pós-parto e é muito importante para o bebé, uma vez que o protege de várias infecções.
Leite de transição
O leite de transição surge durante a mudança do colostro para o leite definitivo. É o tipo de leite presente aquando da “subida do leite”, ou seja e
ntre o 3º e o 5º dia após o nascimento. Vai sofrendo algumas mudanças na sua composição até se tornar leite definitivo.Leite definitivo
Estabelece-se aproximadamente ao 10º dia pós-parto. A sua composição vai-se alterando ao longo da mamada. No início é libertado um leite branco-azulado rico em lactose, proteínas e vitaminas. Posteriormente, após 10 a 20 minutos do início da mamada é libertado um leite gorduroso, que contém as partes mais densas da gordura para garantir o crescimento ideal e a satisfação entre as mamadas. Daí a importância de esvaziar primeiro uma mama e, se o bebé manifestar interesse, dever-se-á oferecer a outra.
Como amamentar?
Antes de iniciar a amamentação, adopte uma posição confortável. Sorria e fale com o bebé para que associe o prazer de se alimentar à imagem do seu rosto, ao som da sua voz e ao cheiro da sua pele.
Não esqueça...
• Lavar as mãos;
• Procurar um ambiente calmo, estar relaxada e numa boa posição;
. Se necessário, apoiar a mama com a mão em forma de "C" ao iniciar a amamentação.
Se tiver uma mama grande e uma saída abundante de leite poderá colocar os dedos em forma de tesoura (2º e 3º dedos) para controlar melhor o fluxo de leite. No entanto, deve observar a mama e se verificar que apresenta obstrução de algum ducto (nódulo doloroso numa parte da mama, a mama fica avermelhada e quente) opte por apoiar a mama em forma de "C".
• Colocar o bebé na direcção da mama, voltado para si (barriga com barriga);
• Tocar o lábio inferior do bebé com o mamilo para o bebé abrir a boca;
• Esperar que a boca do bebé esteja bem aberta para abocanhar bem a mama;
• Levar o bebé à mama e não a mama ao bebé;
Verifique se o bebé está a fazer uma pega correcta:
- a boca do bebé está muito aberta e ele tem uma grande porção de mama dentro da
boca;
- o lábio inferior do bebé está voltado para fora (tipo beicinho);
- o queixo está a tocar na mama;
- as bochechas do bebé estão redondinhas e não com covas;
- observa mais auréola visível acima que abaixo da mama.
Se necessitar interromper a mamada introduza o dedo mínimo no canto da boca do bebé.
Posicionamentos
boca;- o lábio inferior do bebé está voltado para fora (tipo beicinho);
- o queixo está a tocar na mama;
- as bochechas do bebé estão redondinhas e não com covas;
- observa mais auréola visível acima que abaixo da mama.
Se necessitar interromper a mamada introduza o dedo mínimo no canto da boca do bebé.
Posicionamentos
Deitada

--------------------------- Diagonal ------------------------------------ Sentada
Os primeiros dias em casa…
- Procure ter poucas visitas e descansar sempre que o bebé estiver a dormir. Ele não distingue o dia da noite e vai querer mamar a qualquer hora.
- A “subida de leite” ocorre, na maioria das vezes, por volta do 3º dia, mas pode ocorrer alguns dias mais tarde, sobretudo se teve um parto por cesariana, o que pode causar a sensação que não tem leite e a tentação de introduzir leites adaptados.
- Procure ter poucas visitas e descansar sempre que o bebé estiver a dormir. Ele não distingue o dia da noite e vai querer mamar a qualquer hora.
- A “subida de leite” ocorre, na maioria das vezes, por volta do 3º dia, mas pode ocorrer alguns dias mais tarde, sobretudo se teve um parto por cesariana, o que pode causar a sensação que não tem leite e a tentação de introduzir leites adaptados.
- Evite os biberões e procure dar de mamar frequentemente, acordando o bebé de vez em quando, se este se mostrar muito sonolento.
- Um bebé recém-nascido demora mais tempo a mamar que um bebé com mais idade. Por isso, prepare-se para despender muito tempo nas mamadas. Só ele sabe quando já está satisfeito, largando espontaneamente a mama.

- Não utilize chupetas ou biberões nas primeiras semanas de vida. A forma como o bebé mama na mama é diferente da forma como mama no biberão ou suga a chupeta, confundindo-o, podendo conduzir à lesão dos mamilos e diminuir a produção de leite.
- Um bebé recém-nascido demora mais tempo a mamar que um bebé com mais idade. Por isso, prepare-se para despender muito tempo nas mamadas. Só ele sabe quando já está satisfeito, largando espontaneamente a mama.

- Não utilize chupetas ou biberões nas primeiras semanas de vida. A forma como o bebé mama na mama é diferente da forma como mama no biberão ou suga a chupeta, confundindo-o, podendo conduzir à lesão dos mamilos e diminuir a produção de leite.
Se necessitar de aumentar a produção de leite…

- Mantenha o bebé perto de si e promova o contacto pele-a-pele;
- Descanse enquanto o bebé se encontra a dormir e tente relaxar enquanto amamenta;
- Amamente com maior frequência durante alguns dias;
- Aumente o consumo de líquidos;
- Amamente durante a noite (durante o período nocturno há maior libertação de prolactina - hormona que estimula a produção de leite);
- Retire o leite, sempre que não estiver com o bebé.
----------------------------------------------- Vânia Coimbra
Bibliografia:
Etiquetas: Aleitamento Materno
A comunicação entre o homem e a mulher
sábado, 19 de Julho de 2008
O casamento é a doação e aceitação recíproca de todo o ser pessoal entre um homem e uma mulher, para toda a vida, sejam quais forem as circunstâncias que se deparem no futuro. A exigência deste compromisso é grande, visto que o futuro não está escrito e não se pode adivinhar. Mas essa incerteza, própria da natureza humana, não significa que as pessoas possam exercer a capacidade de prometer e cumprir o que livremente prometeram.A doação e aceitação recíprocas implicam a aceitação do outro tal como o outro é e não como gostaríamos que fosse, ou tal como se é nas representações mentais que fazemos acerca dele. Trata-se de aceitar o outro tal como realmente é, as suas virtudes e defeitos, com as suas características positivas e negativas, a maneira diferente como se comporta, até as suas manias. Convém ter presen
te que o outro é uma pessoa única, irrepetível, insubstituível, sem ninguém parecido, e que a sua singularidade não tem réplica.A esse outro - cuja doação se aceita ou a quem se entrega a própria pessoa - nunca o chegamos a conhecer totalmente. A interioridade de cada pessoa é tão rica e criativa que não tem fundo. Conhecê-la perfeitamente é impossível, pois sempre encontraremos subterrâneos na personalidade do outro por onde o conhecimento mútuo não consegue abrir caminho (Yepes Stork, 1997).
Quanto mais se esforce uma pessoa por conhecer ou por comunicar com outra, tanto maior será a probabilidade de a conhecer realmente melhor. Mas um conhecimento total e completo do outro é impossível. Existem âmbitos e realidades nas pessoas que não são comunicáveis visto que não dispomos da linguagem necessária para transmitir aos outros o seu conteúdo (Polaino-Lorente, 2003).
Neste exercício da comunicação pessoal, todos temos que nos esforçar mais. Um bom conselho - tendo em conta o que acontece nos países mediterrânicos - poderia ser que, no âmbito da comunicação conjugal, o homem tem que falar mais e a mulher menos. 85% das mu
lheres espanholas casadas - segundo um estudo realizado alguns anos atrás - sublinhou que a incomunicação conjugal era o primeiro problema entre os casais. A maioria queixava-se de que os maridos não falavam. Também é verdade que, em certas ocasiões, a mulher fala tanto... que o homem nem consegue falar. Alguém escreveu - não sei com que verdade - que "a mulher quando fala descansa e o homem quando fala cansa".De qualquer modo, a comunicação entre o homem e a mulher é importante. Se
m ela é quase impossível que sustentar a vida do casal. De facto, muitos conflitos conjugais, que terminam em separação ou divórcio, começam por incomunicação conjugal (Polaino-Lorente, 2004).O matrimónio, como instituição civil e religiosa, eleva a relação natural entre um homem e uma mulher que se amam, a um plano mais alto. A história natural de qualquer casal é esta: um homem e uma mulher encontram-se e conhecem-se, apaixonam--se, mais tarde decidem casar-se e finalmente têm filhos.
A doação no casamento deve ser completa. O que um casal tem que dar mutuamente é a pessoa inteira - não só o corpo, embora também o corpo -, e na doação de toda a pessoa encontra-se a interioridade, a intimidade com os seus pensamentos, sentimentos, projectos, memórias, etc. O marido tem muitas coisas para dar à mulher se abrir a sua intimidade. A mulher receberá muitas coisas se as acolher com interesse e ternura, e não fizer ricochete com a informação que recebe. O mesmo sucede com a mulher a respeito do marido.
Num casal que viva unido, encontraremos uma comunicação conjugal fluida, simples e profunda. É importante que exista essa comunicabilidade entre as pessoas, pois o que é dado por cada um deles, através da comunicação, é precisamente o que os une e dignifica, o que confere à relação uma maior espessura e densidade, a ponto de serem uma só carne.

Pelo contrário, o que se não comunica separa; o que separa distancia; o que distancia afasta; e o que afasta rompe a unidade entre os cônjuges. A construção da fidelidade conjugal passa pela comunicação. Se a comunicação conjugal não funciona, é sempre possível que se abra um espaço entre eles, por onde pode aparecer um "terceiro" ou uma "terceira", ameaça que pode romper o vínculo de amor que havia entre cônjuges.
(Aquilino Polaino-Lorente, Catedrático de Psicopatologia, Universidade San Pablo-CEU, Madrid. Conferência em Setúbal)
Fonte Aldeia.net
Etiquetas: familia










