CTG — Cardiotocografia
segunda-feira, 24 de Agosto de 2009
Olá mamã!Vamos falar-vos um pouco disso...
Os sons cardíacos fetais foram ouvidos e descritos pela primeira vez no século XVII e permitem avaliar o bem-estar
fetal.Até a década de 60, o estetoscópio de Pinard era o instrumento que permitia ouvir os batimentos cardíacos do feto. Nos finais dos anos 60 surge uma nova técnica electrónica de monitorização fetal
A Cardiotocografia estuda a biofísica do feto, permitindo avaliar o bem-estar materno-fetal.
O CTG é um exame realizado por um aparelho – cardiotocógrafo, que permite monitorizar, de um modo
contínuo, os batimentos cardíacos do feto, os movimentos fetais sentidos pela mãe e as contracções uterinas.Hoje em dia o CTG permite a monitorização do feto a partir do exterior.
Assim um transdutor externo, denominado toco, colocado sob o abdómen da mãe, sobre o fundo do útero e acima do umbigo, avalia e regista a frequência, regularidade e duração das contracções uterinas.
O ritmo cardíaco do feto é detectado através de um sensor de ultra-sons que inclui um transmissor e receptor colocado sob o abdómen da mãe, sendo necessário a colocação de um ge
l condutor na superfície do transdutor de ultras sons.O equipamento é de fácil instalação: colocadas duas cintas elásticas ao redor do abdómen da grávida - uma segura o sensor que capta as contracções uterinas e outra que capta os batimentos cardíacos do bebé. À grávida é fornecido um sinalizador para que esta carregue no botão sempre que sentir os movimentos do bebé.
Todos estes dados são registados pelo cardiotocógrafo resultando num traçado, como o exemplificado na figura:

Frequência cardíaca fetal Movimentos fetais
Actividade uterina
Actualmente, o CTG efectua-se na consulta pré - natal como exame de rotina, a partir das 37 semanas de gestação. Com idade gestacional inferior às 37 semanas, o exame só é efectuado por indicação médica
O CTG efectua-se, ainda durante trabalho de parto.
Para permitir uma análise exacta do CTG é necessário:
· duração mínima de 20 minutos;
· mãe não estar em jejum;
· telemóvel desligado.
«Através da cardiotocografia, exame cujo resultado é semelhante a um traçado de eletrocardiograma, o médico pode avaliar se o feto tem insuficiência na oxigenação cerebral por motivos placentários, posicionais ou compressões do cordão umbilical, como por exemplo a circular cervical, mais conhecida como «cordão enrolado no pescoço». Fonte
Bibliografia:
· BOBAK, Irene M.; JENSEN, Margaret D.; LOWDERMILK, Deidra L. – Enfermagem na Maternidade, 4ªed. – Loures, Lusociência Edições Técnicas e Científicas, 1999.
· GRAÇA, Luís M. e col. – Medicina Materno Fetal. 3ª ed. Lidel, Janeiro 2005.
· MELSON, Kathryn; JAFFE, Marie; KENNER, Carole; AMLUNG, Stephanie – Enfermagem Materno-Infantil.Plano de cuidados, 3ª ed. – São Paulo, Reichmann & Affonso Editores, 2003.
· SMITH, Norman C. – Compreender a Gravidez, 1ª ed. – Porto, Porto Editora, 2005
· REZENDE, J.; Obstetrícia; 9ª Edição; Editora Guanabara Koogan; Rio de Janeiro; 2000
Elaborado por: Fátima Silva – Enfermeira com a Especialização em Saúde Materna e Obstétrica (HGSA)
Etiquetas: pré.natal
INSCRIÇÕES PARA OS CURSOS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO
terça-feira, 11 de Agosto de 2009
Os cursos decorrem de 2ª a 6ª Feira, das 18 às 20h na sede do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira e são destinados preferencialmente às grávidas inscritas neste Centro de Saúde.
A inscrição pode ser feita da seguinte forma:
- Por e-mail (csfeira@gmail.com);
- Por telemóvel directo do Milagre de Vida: 912765719;
- Presencialmente na sede do CSSMF.
Respondendo às suas dúvidas...Amamentação e Gripe A
quinta-feira, 6 de Agosto de 2009
Tal como as grávidas, as mães que amamentam começam a demonstrar a sua preocupação relativamente à gripe A. Como tal, vamos tentar responder às questões que chegaram até ao Milagre de Vida.1 - Posso continuar a amamentar se contrair gripe A?
Segundo as orientações emitidas pelo United States Breastfeeding Committee (USBC) o aleitamento materno apresenta-se como uma estratégia importante para evitar a infecção pelo H1N1.
Também o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) distribuiu orientações actualizadas sobre a gripe A ( H1N1), relativas ao aleitamento materno, entre as quais destacamos:
“Os bebés não amamentados estão especialmente vulneráveis a infecções e hospitalização por doença respiratória severa. Mulheres que dão à luz devem ser estimuladas a iniciar cedo o aleitamento e a alimentar os filhos com frequência.”
Joan Younger Meek, afirma igualmente a importância da amamentação nestas situações:
“Pesquisas mostram que a amamentação é uma fonte segura e confiável de alimento, com uma infinidade de células e anticorpos que combatem totalmente as doenças, ajudando a proteger os bebés contra germes e enfermidades. Mães expostas à gri
pe produzem protecção específica aos filhos, transmitindo-as aos bebés através do seu leite. As fórmulas preparadas não oferecem essas propriedades específicas de combate a infecções. A suplementação desnecessária com fórmula deve ser eliminada, para que o bebé possa receber o máximo possível de anticorpos protectores maternos e outros factores protectores imunológicos.”2 - Qual o risco da gripe A ser transmitida pelo leite materno?
3 - As mulheres podem continuar a amamentar enquanto recebem medicamentos antivirais?
ara se alimentar ou ser alimentado directamente no seio, ela deve ser estimulada a retirar o leite com bomba para dá-lo à criança”.Se tem outras dúvidas relativamente a este assunto não hesite em colocá-las.
_____________________ Vânia Coimbra
Fontes:
http:// http://www.usbreastfeeding.org/.
http://www.amigasdopeito.org.br/
Etiquetas: Aleitamento Materno
Dia Internacional do Aleitamento Materno
sábado, 1 de Agosto de 2009

Para todas as mães que amamentam um beijinho muito especial desta equipa que tanto tem trabalhado para promover o Aleitamento Materno.
Etiquetas: Aleitamento Materno
SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2009
SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 20091 -7 de Agosto
AMAMENTAÇÃO, A SEGURANÇA ALIMENTAR NAS EMERGÊNCIAS.
A amamentação é uma estratégia que pode salvar vidas e a sua protecção é ainda maior para as crianças mais pequenas. Mesmo fora das situações de emergência, sabemos que as crianças menores de 2 meses não amamentadas têm uma probabilidade 6 vezes maior de morrer do que aquelas que mamam no peito.

Durante as situações de emergência, as mães precisam de um apoio efectivo para manter ou restabelecer a amamentação.
Por que é que amamentar é vital nas emergências?
Nenhum lugar está “imune” a situações de emergência. Elas podem acontecer em qualquer local no mundo. Independente do tipo – de terramotos a conflitos, de enchentes a pandemias de gripe – a história é sempre a mesma: amamentar salva vidas!
Em situações de emergência, bebés e crianças pequenas são especialmente vulneráveis à desnutrição, doenças e morte. Apresentaremos, em seguida alguns factos colhidos da experiência com as situações de emergência:
• Os dados publicados mostram que a mortalidade infantil durante situações de emergência ultrapassa em muito as taxas de períodos normais, variando de 12 a 53%;
• Num programa de larga escala de alimentação terapêutica, no Niger, em 2005, observou-se que 95% dos 43.529 casos de desnutrição admitidos para atendimento terapêutico eram crianças com menos de 2 anos de idade;

• Num programa no Afeganistão, a taxa de mortalidade foi de 17,2% entre bebés com menos de 6 meses de idade, internados em instituições para alimentação terapêutica;
• Durante os três primeiros meses de conflito na Guiné-Bissau, em 1998, a taxa de mortalidade entre crianças não-amamentadas com idades entre 9 a 20 meses foi seis vezes mais alta do que entre crianças da mesma faixa etária amamentadas.
Tendo em conta estes dados, faz todo o sentido apostar numa cultura que apoie o aleitamento materno.
Desta forma, a equipa do Milagre de Vida associa-se a esta campanha de promoção do aleitamento materno, comemorando esta data tão importante para todos nós: pais, bebés e crianças, educadores, profissionais de saúde, empregadores…

- bebés amamentados serão adultos mais saudáveis, com menor probabilidade de sofrerem de mortalidade, infecções respiratórias, eczemas, cancro infantil, diabetes tipo II, diarreias, obesidade, doenças coronárias e outras doenças crónicas…);
- Mães que não amamentaram apresentam um maior risco de cancro da mama e dos ovários e diabetes tipo II;
- Pais de bebés amamentados têm uma taxa menor de absentismo laboral, por que os seus filhos são mais saudáveis;
- Bebés amamentados apresentam menos custos com o tratamento de doenças (ficam doentes com menor frequência
e gravidade);- Bebés amamentados contribuem para o meio ambiente (não consomem embalagens de leite, biberões, tetinas, ou seja menos custos com os aterros sanitários…)
- O aleitamento materno exclusivo leva à diminuição dos custos económicos para as famílias, comunidades, sistema de saúde e ambiente.
Assim sendo, apelamos…
… aos pais e futuros pais que invistam na amamentação e não desistam perante as dificuldades.
…aos familiares e amigos que apoiem efectivamente o casal que decide amamentar, eliminando comentários infundados que diminuem a auto-estima da mãe como sejam: “o teu leite não presta”; “o teu leite é aguado”; “ o bebé está sempre à mama, provavelmente o leite não é suficiente”…

…às entidades laborais que implementem um regime que apoie a amamentação, flexibilizando os horários, de forma a possibilitar a saída da mãe para amamentar;
…aos educadores que instalem um cantinho da amamentação nos infantários de forma a propiciar o conforto e privacidade que mãe e filho tanto merecem.
…aos media que promovam reportagens que fomentem o aleitamento materno.
…aos nossos governantes que dêem apoios efectivos à iniciativa “Hospital amigo do bebé” e “Centro de Saúde amigo do bebé”, propiciando a criação de “Cantinhos de Amamentação” em todos os Centros de Saúde.

“Tudo aquilo que qualquer um faça para tornar tornar este mundo num lugar onde o aleitamento materno resulte melhor para as mães e bebés, está a fazer um grande serviço. Pode parecer pequeno, mas é realmente aquilo que faz a diferença.”
...
http://www.ibfan.org.br/smam/pdf/doc-391.pdf
http://www.aleitamento.com/upload%5Carquivos%5Carquivo1_2035.pdf
http://www.waba.org.my/
Etiquetas: Aleitamento Materno








