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Preparação para o Parto - Parentalidade

Projecto no âmbito da Saúde Materna do Centro de Saúde de Sta Maria da Feira-Tel.912765719-csfeira@gmail.com

casais

CTG — Cardiotocografia

segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Olá mamã!

O/A filhote, que ainda está a crescer dentro da sua barriguita, feliz, escutando atentamente tudo o que a mamã e o papá fala com ele e fica todo contente quando nota a alegria da mãe que ouve em alta voz o bater do seu coração e que está tudo a correr bem, isso acontece quando faz carditocografias!"

Vamos falar-vos um pouco disso...

Os sons cardíacos fetais foram ouvidos e descritos pela primeira vez no século XVII e permitem avaliar o bem-estar fetal.

Até a década de 60, o estetoscópio de Pinard era o instrumento que permitia ouvir os batimentos cardíacos do feto. Nos finais dos anos 60 surge uma nova técnica electrónica de monitorização fetal

Cardiotocografia (CTG).

A Cardiotocografia estuda a biofísica do feto, permitindo avaliar o bem-estar materno-fetal
.

O CTG é um exame realizado por um aparelho – cardiotocógrafo, que permite monitorizar, de um modo contínuo, os batimentos cardíacos do feto, os movimentos fetais sentidos pela mãe e as contracções uterinas.

Hoje em dia o CTG permite a monitorização do feto a partir do exterior.

Assim um transdutor externo, denominado toco, colocado sob o abdómen da mãe, sobre o fundo do útero e acima do umbigo, avalia e regista a frequência, regularidade e duração das contracções uterinas.

O ritmo cardíaco do feto é detectado através de um sensor de ultra-sons que inclui um transmissor e receptor colocado sob o abdómen da mãe, sendo necessário a colocação de um gel condutor na superfície do transdutor de ultras sons.

O equipamento é de fácil instalação: colocadas duas cintas elásticas ao redor do abdómen da grávida - uma segura o sensor que capta as contracções uterinas e outra que capta os batimentos cardíacos do bebé. À grávida é fornecido um sinalizador para que esta carregue no botão sempre que sentir os movimentos do bebé.

Todos estes dados são registados pelo cardiotocógrafo resultando num traçado, como o exemplificado na figura:


Frequência cardíaca fetal Movimentos fetais
Actividade uterina
Actualmente, o CTG efectua-se na consulta pré - natal como exame de rotina, a partir das 37 semanas de gestação. Com idade gestacional inferior às 37 semanas, o exame só é efectuado por indicação médica
O CTG efectua-se, ainda durante trabalho de parto.

Para permitir uma análise exacta do CTG é necessário:
· duração mínima de 20 minutos;
· mãe não estar em jejum;
· telemóvel desligado.

«Através da cardiotocografia, exame cujo resultado é semelhante a um traçado de eletrocardiograma, o médico pode avaliar se o feto tem insuficiência na oxigenação cerebral por motivos placentários, posicionais ou compressões do cordão umbilical, como por exemplo a circular cervical, mais conhecida como «cordão enrolado no pescoço». Fonte

Bibliografia:
· BOBAK, Irene M.; JENSEN, Margaret D.; LOWDERMILK, Deidra L. – Enfermagem na Maternidade, 4ªed. – Loures, Lusociência Edições Técnicas e Científicas, 1999.
· GRAÇA, Luís M. e col. – Medicina Materno Fetal. 3ª ed. Lidel, Janeiro 2005.
· MELSON, Kathryn; JAFFE, Marie; KENNER, Carole; AMLUNG, Stephanie – Enfermagem Materno-Infantil.Plano de cuidados, 3ª ed. – São Paulo, Reichmann & Affonso Editores, 2003.
· SMITH, Norman C. – Compreender a Gravidez, 1ª ed. – Porto, Porto Editora, 2005
· REZENDE, J.; Obstetrícia; 9ª Edição; Editora Guanabara Koogan; Rio de Janeiro; 2000

Elaborado por: Fátima Silva – Enfermeira com a Especialização em Saúde Materna e Obstétrica (HGSA)

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posted by Milagre de Vida, Segunda-feira, Agosto 24, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

INSCRIÇÕES PARA OS CURSOS DE PREPARAÇÃO PARA O PARTO

terça-feira, 11 de Agosto de 2009

As grávidas devem iniciar o curso de preparação para o parto por volta das 28 semanas de gravidez, pelo que deverão realizar a sua inscrição até às 22 semanas de gravidez!

Os cursos decorrem de 2ª a 6ª Feira, das 18 às 20h na sede do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira e são destinados preferencialmente às grávidas inscritas neste Centro de Saúde.

A inscrição pode ser feita da seguinte forma:

- Por e-mail (
csfeira@gmail.com);
- Por telemóvel directo do Milagre de Vida: 912765719;
- Presencialmente na sede do CSSMF
.
posted by Milagre de Vida, Terça-feira, Agosto 11, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

Respondendo às suas dúvidas...Amamentação e Gripe A

quinta-feira, 6 de Agosto de 2009

Tal como as grávidas, as mães que amamentam começam a demonstrar a sua preocupação relativamente à gripe A. Como tal, vamos tentar responder às questões que chegaram até ao Milagre de Vida.

1 - Posso continuar a amamentar se contrair gripe A?


Segundo as orientações emitidas pelo United States Breastfeeding Committee (USBC) o aleitamento materno apresenta-se como uma estratégia importante para evitar a infecção pelo H1N1.

Também o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) distribuiu orientações actualizadas sobre a gripe A ( H1N1), relativas ao aleitamento materno, entre as quais destacamos:

“Os bebés não amamentados estão especialmente vulneráveis a infecções e hospitalização por doença respiratória severa. Mulheres que dão à luz devem ser estimuladas a iniciar cedo o aleitamento e a alimentar os filhos com frequência.”

Joan Younger Meek, afirma igualmente a importância da amamentação nestas situações:
“Pesquisas mostram que a amamentação é uma fonte segura e confiável de alimento, com uma infinidade de células e anticorpos que combatem totalmente as doenças, ajudando a proteger os bebés contra germes e enfermidades. Mães expostas à gripe produzem protecção específica aos filhos, transmitindo-as aos bebés através do seu leite. As fórmulas preparadas não oferecem essas propriedades específicas de combate a infecções. A suplementação desnecessária com fórmula deve ser eliminada, para que o bebé possa receber o máximo possível de anticorpos protectores maternos e outros factores protectores imunológicos.”

2 - Qual o risco da gripe A ser transmitida pelo leite materno?

De acordo com o CDC o risco da gripe H1N1 ser transmitida pelo leite materno ainda é desconhecido; no entanto relatos de gripes sasonais transmitidas através dele são raros. Além disso, quando a mãe começa a mostrar sintomas de gripe, o bebé está também exposto a eles. O leite da mãe pode oferecer protecção adicional ao bebé contra possíveis complicações da gripe, como sejam sintomas respiratórios severos, diarreia, outras infecções gastrointestinais e desidratação. Daí a importância de continuar a amamentar nesta situação.

3 - As mulheres podem continuar a amamentar enquanto recebem medicamentos antivirais?

Sim. A orientação do CDC recomenda que, se a mulher adoecer, deverá manter o aleitamento e aumentar a frequência das mamadas. “Se a mãe ou o bebé estiver tão doente a ponto de ter dificuldades para se alimentar ou ser alimentado directamente no seio, ela deve ser estimulada a retirar o leite com bomba para dá-lo à criança”.

Se tem outras dúvidas relativamente a este assunto não hesite em colocá-las.
O Milagre de Vida tem todo o gosto em contribuir para que as famílias se preparem para uma eventual pandemia de gripe A com o máximo de tranquilidade possível.
..
_____________________ Vânia Coimbra
Fontes:
http:// http://www.usbreastfeeding.org/.
http://www.amigasdopeito.org.br/

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posted by Milagre de Vida, Quinta-feira, Agosto 06, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 5 |

Dia Internacional do Aleitamento Materno

sábado, 1 de Agosto de 2009

Mesmo em época de férias o Milagre de Vida não poderia deixar de comemorar o Dia Internacional do Aleitamento Materno - 1 de Agosto de 2009.
Nesta data relembramos, através de um poster e de informações
publicadas ao longo da semana que ...
...
"AMAMENTAR DÁ MAIS VIDA"!
...
...

Para todas as mães que amamentam um beijinho muito especial desta equipa que tanto tem trabalhado para promover o Aleitamento Materno.
Para aquelas que se deparam com dificuldades na amamentação, não hesitem em procurar ajuda...
Estamos cá para ajudar.
...
...
Nota: Não deixem de ler o artigo abaixo referente à campanha internacional comemorativa desta data tão especial. .. por que todos nós desejamos um mundo com crianças e adultos mais saudáveis.

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posted by Milagre de Vida, Sábado, Agosto 01, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 10 |

SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2009

SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO 2009
1 -7 de Agosto
AMAMENTAÇÃO, A SEGURANÇA ALIMENTAR NAS EMERGÊNCIAS.

A amamentação é uma estratégia que pode salvar vidas e a sua protecção é ainda maior para as crianças mais pequenas. Mesmo fora das situações de emergência, sabemos que as crianças menores de 2 meses não amamentadas têm uma probabilidade 6 vezes maior de morrer do que aquelas que mamam no peito.

As situações de emergência podem ocorrer em qualquer parte do mundo. Essas ocorrências abalam a vida de toda a população, deixando os cuidadores frente ao desafio de lidar com muitos problemas imprevistos e cuidar de crianças mais vulneráveis a doenças e morte.

Durante as situações de emergência, as mães precisam de um apoio efectivo para manter ou restabelecer a amamentação.

Por que é que amamentar é vital nas emergências?

Nenhum lugar está “imune” a situações de emergência. Elas podem acontecer em qualquer local no mundo. Independente do tipo – de terramotos a conflitos, de enchentes a pandemias de gripe – a história é sempre a mesma: amamentar salva vidas!

Em situações de emergência, bebés e crianças pequenas são especialmente vulneráveis à desnutrição, doenças e morte. Apresentaremos, em seguida alguns factos colhidos da experiência com as situações de emergência:

• Os dados publicados mostram que a mortalidade infantil durante situações de emergência ultrapassa em muito as taxas de períodos normais, variando de 12 a 53%;

• Num programa de larga escala de alimentação terapêutica, no Niger, em 2005, observou-se que 95% dos 43.529 casos de desnutrição admitidos para atendimento terapêutico eram crianças com menos de 2 anos de idade;

• Num programa no Afeganistão, a taxa de mortalidade foi de 17,2% entre bebés com menos de 6 meses de idade, internados em instituições para alimentação terapêutica;

• Durante os três primeiros meses de conflito na Guiné-Bissau, em 1998, a taxa de mortalidade entre crianças não-amamentadas com idades entre 9 a 20 meses foi seis vezes mais alta do que entre crianças da mesma faixa etária amamentadas.

Tendo em conta estes dados, faz todo o sentido apostar numa cultura que apoie o aleitamento materno.

Desta forma, a equipa do Milagre de Vida associa-se a esta campanha de promoção do aleitamento materno, comemorando esta data tão importante para todos nós: pais, bebés e crianças, educadores, profissionais de saúde, empregadores…

Por que estão mais que demonstradas as inúmeras vantagens do aleitamento materno, vantagens estas que se irão reflectir em todas as áreas da vida. Senão vejamos:

- bebés amamentados serão adultos mais saudáveis, com menor probabilidade de sofrerem de mortalidade, infecções respiratórias, eczemas, cancro infantil, diabetes tipo II, diarreias, obesidade, doenças coronárias e outras doenças crónicas…);

- Mães que não amamentaram apresentam um maior risco de cancro da mama e dos ovários e diabetes tipo II;

- Pais de bebés amamentados têm uma taxa menor de absentismo laboral, por que os seus filhos são mais saudáveis;

- Bebés amamentados apresentam menos custos com o tratamento de doenças (ficam doentes com menor frequência e gravidade);

- Bebés amamentados contribuem para o meio ambiente (não consomem embalagens de leite, biberões, tetinas, ou seja menos custos com os aterros sanitários…)

- O aleitamento materno exclusivo leva à diminuição dos custos económicos para as famílias, comunidades, sistema de saúde e ambiente.

Por isso toda a população acaba por usufruir dos benefícios do aleitamento materno. Vale a pena pensar nisto!

Assim sendo, apelamos…
… aos pais e futuros pais que invistam na amamentação e não desistam perante as dificuldades.

…aos familiares e amigos que apoiem efectivamente o casal que decide amamentar, eliminando comentários infundados que diminuem a auto-estima da mãe como sejam: “o teu leite não presta”; “o teu leite é aguado”; “ o bebé está sempre à mama, provavelmente o leite não é suficiente”…

…às entidades laborais que implementem um regime que apoie a amamentação, flexibilizando os horários, de forma a possibilitar a saída da mãe para amamentar;

…aos educadores que instalem um cantinho da amamentação nos infantários de forma a propiciar o conforto e privacidade que mãe e filho tanto merecem.

…aos media que promovam reportagens que fomentem o aleitamento materno.

…aos nossos governantes que dêem apoios efectivos à iniciativa “Hospital amigo do bebé” e “Centro de Saúde amigo do bebé”, propiciando a criação de “Cantinhos de Amamentação” em todos os Centros de Saúde.

“Tudo aquilo que qualquer um faça para tornar tornar este mundo num lugar onde o aleitamento materno resulte melhor para as mães e bebés, está a fazer um grande serviço. Pode parecer pequeno, mas é realmente aquilo que faz a diferença.”
Ted Greiner, USA
...
______________________ Vânia Coimbra
...
...Fonte:
http://www.ibfan.org.br/smam/pdf/doc-391.pdf
http://www.aleitamento.com/upload%5Carquivos%5Carquivo1_2035.pdf
http://www.waba.org.my/

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