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Preparação para o Parto - Parentalidade

Projecto no âmbito da Saúde Materna do Centro de Saúde de Sta Maria da Feira-Tel.912765719-csfeira@gmail.com

casais

O PAPEL DO PAI NA AMAMENTAÇÃO

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

A alimentação bem-sucedida do seu bebé requer a sua cooperação com a sua companheira e o seu filho no momento único de amamentar, no qual, enquanto Pai é importante que participe.



O aleitamento materno continua a ter vantagens práticas e psicológicas que devem ser consideradas quando vocês pais escolhem o método de alimentação. O leite materno é o mais apropriado de todos os leites disponíveis para o lactente humano, pois está adaptado às suas necessidades. Assim, este proporciona importantes vantagens tanto para o seu bebé como para a mãe. O bebé aproveita melhor os seus nutrientes do que os do leite artificial; proporciona-lhe mais defesas frente às infecções e contribui ainda, para prevenir alergias e evita as diarreias graves.



Enquanto Pai, o nascimento de um filho envolve um conjunto de mudanças, obrigações e cuidados acrescidos que podem aumentar a tensão no seu dia-a-dia enquanto casal e na sua vida em família. É perante a alteração de alguns dos seus hábitos de vida, que se torna muito importante que aceite a ajuda de todos os membros da família.
A decisão de amamentar dever ser tida em conjunto, é importante que você como Pai incentive e encoraje a sua mulher a amamentar, pois esta poderá estar insegura em relação à sua capacidade para o aleitamento materno e você terá um papel fundamental para que esta se sinta mais confiante e segura.


É extremamente importante que compreenda os benefícios da amamentação para assim, poder apoiar a mulher que está a amamentar, se essa for a vossa escolha.



Como sabe, os sentimentos maternos transmitem-se para o bebé, mesmo aquando da amamentação, por isso, é essencial que esteja presente quando o seu filho é alimentado, para que caso sinta a sua companheira tensa, ansiosa, irritável e triste, esteja ao seu lado para a confortar, incentivar e transmitir carinho, pois os seus gestos positivos vão fortalecer os vossos laços afectivos enquanto casal e com o vosso filho.

Pode contribuir em muito no processo de amamentação, através do apoio que pode proporcionar à sua companheira, tanto afectivamente quanto nos cuidados com o bebé. Verá que o seu apoio frequente, fará a diferença entre o sucesso da amamentação ou o seu fracasso, como o abandono precoce, por isso, deve encorajar e ajudar a sua companheira no que for preciso.

Também pode e deve ajudar a mãe do seu filho, na prestação de cuidados ao bebé, como na troca da fralda, no banho, entre outros, momentos que vão favorecer o vinculo entre os dois e permitem a divisão da prestação de cuidados.

Outro aspecto que se revela fundamental, poderá ser a sua participação nas actividades domésticas, o que vai diminuir a tensão e responsabilidade da sua companheira, deixando-a mais tranquila, o que vai permitir que nos momentos em que amamenta se sinta apoiada e transmita esse sentimento para o bebé.

Acredite, enquanto Pai tem um papel muito importante no aleitamento materno, pelo que, a sua participação neste momento, permite que a sua mulher se sinta mais motivada, apoiada e amada, conseguindo desta forma amamentar tranquilamente.



Pai, não se esqueça:
- Encoraje e incentive a sua mulher a amamentar. As hormonas da mãe são influenciadas por si.
- Sempre que possível, participe na amamentação. O Pai dedicado e carinhoso, estimula a mãe e o leite tem mais facilidade em sair.
- Sinta-se útil durante a amamentação. Para amamentar a mãe precisa de se sentir protegida.
- Seja paciente e compreensivo.
- Mantenha-se calmo e sereno. O Pai tranquilo deixa a mãe segura (o medo bloqueia a saída do leite).
- Procure ocupar-se mais dos outros filhos (se os tiverem). A atenção do Pai irá tranquilizá-los e garantir-lhes que tudo está bem.

Quando os Pais são favoráveis à Amamentação as mulheres amamentam melhor e durante mais tempo!!!

______________________________________________
Enfermeira Filipa Cruz, a realizar estágio curricular no CPP no Centro de Saúde de Santa Maria da Feira

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posted by Milagre de Vida, Quarta-feira, Setembro 23, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 4 |

O PARTO

sexta-feira, 11 de Setembro de 2009

Como é que sei que estou a entrar em trabalho de parto?
O parto é o momento mais esperado durante toda a gravidez. Nas últimas semanas poderá começar a sentir a “descida” da barriga.



Os primeiros sinais de início de trabalho de parto são:
Expulsão do Rolhão Mucoso
, que consiste na eliminação, pela vagina, de muco gelatinoso, rosado ou acastanhado. A sua expulsão pode ocorrer dias ou horas antes do parto e significa que o nascimento estará para breve.
Rotura da Bolsa de Águas, que é a saída de líquido amniótico pela vagina, devido à rotura das membranas que envolvem o bebé. Pode sair lentamente ou de repente, em grande quantidade. Normalmente, é claro e transparente. Nesta situação deve dirigir-se ao hospital da sua área de residência o mais rapidamente possível.
Contracções Uterinas Regulares - No início do trabalho de parto, as contracções são irregulares (isto é, os intervalos não são certos) e são pouco frequentes. Começa por sentir que a barriga fica rija, podendo não haver dor. Progressivamente, vão-se tornando mais regulares, mais intensas e mais próximas. Quando as contracções forem regulares, com intervalos de dez minutos, deve dirigir-se à maternidade.
Atenção! Nas últimas semanas de gravidez é comum ocorrerem contracções irregulares e indolores, sem que isto signifique o início do trabalho de parto.

O que é que acontece no parto?
O parto é constituído por três etapas: dilatação, expulsão e dequitadura.

Dilatação:
O colo do útero, por onde o bebé passa para sair, começa a encurtar e a dilatar até cerca de dez centímetros. As contracções tornam-se cada vez mais regulares e próximas. É o período mais demorado do trabalho de parto, podendo demorar de 12 a 16 horas, por vezes mais, num primeiro filho.
Se lhe apetecer levantar e andar, pergunte à enfermeira se o pode fazer. Quando estiver deitada, procure virar-se para o lado esquerdo, para facilitar uma melhor oxigenação do feto.No início e durante a contracção, deve inspirar profundamente pelo nariz, como se estivesse a “cheirar uma flor ”, e expelir o ar pela boca, como para “apagar uma vela”. Quando a contracção terminar, inspire e expire profundamente. No intervalo das contracções, respire normalmente, relaxando o mais possível.


Expulsão:
Começa quando a dilatação estiver completa. Pode demorar de 20 a 40 minutos no primeiro filho. O feto desce ao longo da bacia e acaba por sair para o exterior através da vagina e da vulva. Pode ser necessário efectuar um pequeno corte do períneo (espaço entre a vagina e o ânus), para facilitar a saída do feto e evitar “rasgaduras” perineais ou do ânus.
A sua ajuda na fase de dilatação é preciosa. Procure seguir as instruções que lhe são dadas.
Em cada contracção, inspire profundamente e, depois, não deixe sair o ar enquanto faz força. A seguir, expire. Aproveite o intervalo entre duas contracções para descontrair e recuperar as forças.

Dequitadura:
Depois do nascimento do bebé, a placenta e as membranas que envolveram o feto saem por si (se não saírem, o médico tira-as). Deve permitir que lhe massajem a barriga para ajudar a placenta a desprender-se do útero.
A seguir, se tiver sido necessário cortar o períneo durante o parto, há que fazer a sutura (coser) do corte. Não vai doer porque a zona estará anestesiada.
Após o parto, deve ficar deitada de barriga para cima. Se sentir que está a perder muito sangue, chame a enfermeira.

O que é a anestesia epidural?

É uma técnica utilizada para o tratamento da dor no parto. Consiste na introdução de um cateter (tubo) na coluna lombar (espinha), através do qual são administrados os medicamentos.
Este procedimento não é doloroso para a grávida, porque antes é feita uma anestesia local da pele. No entanto, a sua colaboração é preciosa para o sucesso da técnica. Colabore com a enfermeira e a anestesista, fazendo o que elas lhe recomendarem.
Após a analgesia, as contracções do útero e o trabalho de parto continuam a evoluir. Estará desperta, mas sem dores. Vão sendo dadas doses de analgésico, de duas em duas horas, ou sempre que se julgue necessário, até o bebé nascer.

Que cuidados devo ter após o parto?
Os cuidados de higiene pós-parto são importantes para o seu bem-estar e para acelerar a cicatrização do períneo.
Cerca de seis horas após o parto, uma enfermeira irá ajudá-la a levantar. Se não sentir tonturas ou dores de cabeça fortes, pode ir à casa de banho e caminhar um pouco. Podem colocar-lhe um saco com gelo na zona da sutura (costura), nas primeiras 24 horas pós-parto, para ajudar a reduzir o edema (inchaço) da zona e facilitar a cicatrização.
É importante tomar banho diário, manter limpa a zona genital e mudar com muita frequência (de quatro em quatro horas) os pensos higiénicos. É normal, nos primeiros dias a seguir ao parto, ter perdas de sangue vaginal que, a pouco e pouco, vão diminuindo de quantidade.
Aproveite para descansar nos períodos em que o bebé dorme, deitando-se, de vez em quando, de barriga para baixo.
Antes de regressar a casa esclareça todas as suas dúvidas e informe-se sobre quando levar o bebé para efectuar o “teste do pézinho”, à primeira consulta do pediatra e como registá-lo.
É normal que se sinta ansiosa, insegura e com alterações repentinas de humor e disposição durante as primeiras semanas após o parto. Mas se esses sintomas persistirem ou se agravarem deverá falar com a equipa médica que a acompanha.

O que acontece ao meu corpo? Vou voltar a ter o corpo que tinha antes de engravidar?
O seu corpo modificou-se com a gravidez, mas poderá voltar ao normal, se tomar alguns cuidados. Mantenha uma alimentação equilibrada e beba muitos líquidos. Mesmo a amamentar, não precisa de “comer por dois”. Logo que se sinta com disposição, pode fazer alguns exercícios (mesmo em casa), que ajudarão a recuperar a forma.


Como posso prevenir uma nova gravidez?
Na última consulta de gravidez peça para que seja marcada uma consulta de revisão do parto, que deverá ter lugar entre quatro a seis semanas após o parto. É muito importante para a sua saúde. Aconselhe-se sobre o método contraceptivo mais adequado à sua situação com os profissionais de saúde.
Estar a amamentar não impede que fique novamente grávida. Muitas mulheres ficam grávidas por acreditarem nisso. Por si própria, também, é importante espaçar os nascimentos.


Fonte:
Portal da Saúde. O Parto. Publicado em 09.12.2005

posted by Milagre de Vida, Sexta-feira, Setembro 11, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |

Infecção por Streptococcus B na Gravidez

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

O que é o Streptococcus B?
O Streptococcus B ou Streptococcus Agalactiae é um género de bactéria com forma de Coco Gram-positiva que causa doenças no ser humano. São das bactérias mais comuns e encontram-se frequentemente na flora gastrointestinal e vaginal.

Quando e Como se deve fazer o Rastreio?
O rastreio para detectar a presença da bactéria Streptococcus B deve ser realizado entre as 35 e 37 semanas de gestação, uma vez que neste período se demonstrou existir melhor sensibilidade e especificidade para detecção desta bactéria. O exame consiste numa recolha de células do intróito vaginal, o qual é sujeito posteriormente a análise.

Pode existir transmissão desta bactéria ao bebé?
Sim. No momento do parto esta bactéria pode ser transmitida ao bebé, pois com a passagem da criança pelo canal de parto, local onde se encontra alojada a bactéria, o recém-nascido entra em contacto directo com a flora vaginal da mãe, havendo uma possível transmissão do Streptococcus B.
Contudo, o facto de existir esta possibilidade de transmissão, não quer dizer que o bebé fique doente, uma grande percentagem das crianças não chega a desenvolver qualquer tipo de doença devido a esta bactéria.
Neste âmbito, apesar da possibilidade de transmissão para o bebé, esta não é critério médico para se efectuar cesariana, pois as possibilidades de transmissão mantêm-se aquando da realização da mesma. Assim, o parto por via vaginal continua a ser seguro, pois os tratamentos existentes para este problema são muito eficazes.

Quais as possíveis consequências para as mamãs?
O Streptococcus do Grupo B encontra-se presente numa grande maioria das mulheres, no entanto, esta bactéria pode ou não manifestar sintomas da sua presença. Assim, as mamãs podem apresentar sintomas e infecção activa, ou por outro lado, ter apenas presente a colonização da bactéria sem manifestação de doença.
Neste sentido, frequentemente as mamãs no último trimestre aquando dos exames efectuados, ficam surpreendidas e preocupadas quando recebem a notícia de que apresentam esta bactéria positiva, pois é frequente não terem doença nem sintomas activos associado ao Streptococcus B.

Quais as possíveis consequências para o Bebé?
Os problemas mais frequentes no bebé devido ao Streptococcus B são Meningite, Sepsis (Infecção Generalizada) e Pneumonia.
Cerca de 50 a 75% dos bebés expostos à bactéria tornam-se colonizados pela mesma, no entanto, apenas 1 a 2% de todos os recém-nascidos de mães portadoras desta bactéria irão desenvolver doença.
A maioria dos bebés manifesta a doença na primeira semana após o parto, nomeadamente nas primeiras horas de vida, sendo imediatamente iniciado o tratamento.

Como realizar o tratamento?
O tratamento pode ser efectuado mediante dois critérios principais:
Se a mamã apresenta doença e sintomas activos, deve iniciar antibiótico antes do trabalho de parto; se a mamã apresenta apenas colonização da bactéria sem doença activa, deve fazer antibiótico apenas durante o trabalho de parto. Este facto verifica-se, pois após a realização de vários estudos, não ficou comprovada a eficácia do antibiótico antes do trabalho de parto em mamãs que não apresentem doença activa.
O tratamento adequado e atempado da mamã e do bebé com antibióticos, nomeadamente a penicilina, diminuiu em grande percentagem a mortalidade nos recém-nascidos devido a doenças manifestadas pela presença desta bactéria.

Por todas estas informações, já sabem:

- Peçam aos profissionais de saúde para serem encaminhadas no sentido de realizar este exame!


Diana Andrade, Enfermeira da Unidade de Saúde Familiar Sudoeste, CSSMF


___________________________________________________
Bibliografia
B. L. Diógenes et al. 2000. Manual de Obstetrícia. Editora Revinter Lda.
Centro Pré Natal de Diagnóstico e Tratamento, 2009. Infecção por Streptococcus Grupo B (GBS) na gestação.
Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Vol. 27, nº4. Rio de Janeiro, Abril de 2005.
www.Wikipédia.com
posted by Milagre de Vida, Quinta-feira, Setembro 03, 2009 | link | Participe escrevendo aqui 2 |
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